A presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Antonia Pellegrino, afirmou que sua inclusão em uma notícia-crime apresentada pelo PL transformou relações pessoais em referência sobre sua atuação profissional. O documento trata da falha de áudio na propaganda eleitoral de Flávio Bolsonaro, exibida na 2ª feira (12.out.2026).
Pellegrino disse que o partido declarou não responsabilizar a EBC nem qualquer pessoa pelo episódio, mas mencionou que ela é casada com Marcelo Freixo e amiga da primeira-dama Janja. “Me cita como ‘mulher de’ e ‘amiga de’. Isso tem nome e tem lei: violência política de gênero”, escreveu ao compartilhar um vídeo sobre o caso.
No vídeo, a presidente da EBC declarou ser filiada ao PT e questionou por que sua identificação partidária não foi usada no documento. Ela também criticou a forma como a falha técnica foi apresentada por jornalistas e afirmou que sua relação com Freixo foi destacada em vez de sua trajetória profissional.
Pellegrino relatou ainda ter recebido ofensas depois de contestar informações que associavam a estatal ao problema. Ela disse que notificou os responsáveis por publicações que considera falsas e que recorrerá à Justiça se os conteúdos não forem retirados.
Falha na propaganda
A transmissão sem áudio ocorreu durante o horário eleitoral de Flávio Bolsonaro. O SBT inicialmente atribuiu o problema à EBC, mas depois reconheceu o erro e pediu desculpas. A estatal negou responsabilidade.
O Tribunal Superior Eleitoral informou que a falha ocorreu na finalização dos arquivos pelo Pool de Mídias, responsável por distribuí-los às emissoras. Segundo a Corte, os áudios das propagandas de Flávio e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não foram carregados corretamente. O problema foi identificado durante o programa de Flávio e corrigido antes da exibição da propaganda de Lula.
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou a reexibição integral do programa na 4ª feira (14.out), com os custos atribuídos às emissoras responsáveis.
A campanha de Flávio apresentou a notícia-crime à 1ª Zona Eleitoral de Brasília e pediu a investigação do episódio. Os advogados também solicitaram a preservação das gravações da propaganda e autorização para produzir outras provas. A EBC afirmou que a operação estava sob responsabilidade de outra emissora do grupo encarregado da transmissão.








