SÃO PAULO — O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta 3ª feira (13.out.2026) que a maioria dos senadores de seu partido deve votar a favor da PEC que acaba com a escala de trabalho 6 X 1. Ele disse não ter certeza sobre o posicionamento de todos os integrantes da bancada.
Flávio declarou que votará a favor da proposta, mas defendeu ajustes no texto em análise no Senado. “Vou votar a favor da PEC que acaba com a escala 6 X 1. Eu gostaria que ela fosse ainda mais aprimorada”, afirmou. O senador não detalhou quais mudanças pretende apresentar.
A PEC 221 de 2019 prevê a redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com 2 dias de descanso por semana e sem redução salarial. O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados em maio e está em análise no Senado.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), marcou a votação em 1º turno para 4ª feira (14.out). Para uma alteração constitucional, são necessários pelo menos 49 votos favoráveis dos 81 senadores, em 2 turnos.
Mudança de posição
A declaração ocorreu depois de Flávio criticar, na semana anterior, a iniciativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de levar o debate ao Congresso durante o 2º turno das eleições. Na ocasião, o senador classificou a iniciativa como oportunista e defendeu que a discussão fosse realizada depois da eleição presidencial, marcada para 25 de outubro.
Nesta 3ª feira, após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Flávio mudou de posição e anunciou que votaria a favor da PEC. Ele afirmou que a maioria dos trabalhadores brasileiros deseja o fim da escala 6 X 1 e defendeu uma compensação do governo federal às empresas pelos custos da mudança.
O anúncio foi feito depois do apoio de 17 diretórios estaduais do MDB à candidatura de Flávio, em evento realizado em São Paulo. Participaram o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), e o presidente nacional do partido, Baleia Rossi.
Flávio também disse que pretende rever pontos da reforma tributária se for eleito presidente. Criticou a estimativa de que a alíquota-padrão dos novos tributos sobre o consumo possa chegar a 28% e afirmou que pretende tratar do assunto com Baleia Rossi, autor da PEC 45 de 2019, que deu origem à reforma promulgada em dezembro de 2023.
O senador relatou ainda ter visitado Jair Bolsonaro nesta 3ª feira (13.out.2026), em Brasília. Segundo Flávio, o ex-presidente estava feliz com os resultados do 1º turno e deu orientações para a sequência da campanha. Ele também levou ao pai uma canjica preparada por sua sogra.








