A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) publicou na 5ª feira (8.out.2026) uma página para contestar informações que considera falsas. O conteúdo está no site oficial do candidato, em uma seção chamada “Combate à Fake News”.
A plataforma afirma que Bolsa Família e outros benefícios assistenciais serão mantidos. Também nega que o plano de governo preveja o fim do salário mínimo. Sobre o piso, a campanha diz que pretende preservar a correção pela inflação, mas não informa se haverá aumento acima da alta dos preços.
Essa proposta é diferente da política adotada pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desde 2023. A regra atual leva em conta o INPC e o crescimento do PIB de 2 anos antes. O ganho real é limitado a 2,5% ao ano pelo arcabouço fiscal.
A página também não esclarece se o BPC (Benefício de Prestação Continuada) continuará seguindo a mesma política de valorização do salário mínimo. O benefício é pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda que atendam aos critérios legais.
Na 5ª feira (8.out), Flávio declarou a jornalistas que manterá o reajuste das aposentadorias acima da inflação e negou a intenção de desvincular a Previdência e o BPC. Ele também rejeitou a possibilidade de reduzir os repasses para a população de baixa renda. A campanha atribuiu as informações sobre cortes a interpretações equivocadas do “Tesouraço”.
A seção aborda ainda a flexibilização da jornada de trabalho defendida por Rogério Marinho (PL-RN), coordenador político da campanha. Flávio apoia, conforme a página, o pagamento por hora trabalhada, sem retirar FGTS, férias e 13º salário. A campanha afirma que a proposta não acabaria com o salário mínimo.
Sobre o Banco Master e o BRB (Banco de Brasília), a página diz que Flávio não usará recursos de aposentados para cobrir prejuízos ligados à instituição. O conteúdo não menciona conversas entre o candidato e Daniel Vorcaro, fundador do Master, nem o repasse de pelo menos R$ 65 milhões para um filme sobre Jair Bolsonaro.
A política de reajuste do salário mínimo passou a considerar apenas a inflação a partir de 2020, durante a gestão Jair Bolsonaro (PL), sem uma política permanente de ganho real.








