A reta final do primeiro turno das eleições presidenciais foi marcada por críticas ao Judiciário, investigações envolvendo aliados do governo e disputas sobre religião, apostas esportivas e influência internacional.
A pesquisa Datafolha mostrou a pior avaliação do Supremo Tribunal Federal (STF) na série histórica. Segundo o levantamento, 47% dos brasileiros classificaram a atuação da Corte como ruim ou péssima, enquanto 18% fizeram uma avaliação positiva.
O resultado ocorreu em meio ao avanço, no Congresso, de propostas para reformar o Supremo. As medidas incluem mandatos fixos para ministros, novos critérios de indicação e mecanismos de responsabilização disciplinar.
Investigação e temas eleitorais
A Polícia Federal investiga a possível atuação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, da empresária Roberta Luchsinger e de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, em negociações relacionadas à Petrobras e à Unigel. A apuração busca esclarecer se houve tentativa de favorecer interesses privados em um contrato que poderia gerar prejuízos à estatal.
Os envolvidos negam irregularidades e afirmam que as informações foram divulgadas por meio de vazamentos seletivos. O caso passou a ser usado politicamente durante a campanha.
Religião e apostas esportivas também ganharam espaço. A polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida recolocou o voto religioso no debate. A campanha de Lula tentou reforçar a ligação com o eleitorado católico, enquanto aliados de Flávio Bolsonaro acusaram adversários de explorar uma informação falsa.
Lula anunciou medidas para proibir apostas online. Flávio Bolsonaro defendeu o combate aos cassinos virtuais.
Debate presidencial é cancelado
Na quinta-feira, decisões do STF e do TSE mudaram regras do debate presidencial da TV Globo. Entre as restrições estavam a proibição da exibição do púlpito vazio destinado a Lula e de perguntas dirigidas ao candidato ausente. O encontro acabou cancelado.
Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Augusto Cury criticaram a atuação do Judiciário e disseram que o episódio indicava deterioração institucional.
A disputa também teve repercussão internacional. Recursos ligados ao governo de Donald Trump foram apontados como possível fonte de financiamento para grupos brasileiros que contestam a atuação do STF. O presidente argentino Javier Milei chamou Lula de "ladrão" e declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro.








