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Saúde

Após cirurgia no ombro, bombeiro retoma resgates e especialização

Diego Martins de Lima conviveu por mais de uma década com instabilidade no ombro direito antes de passar por cirurgia e fisioterapia.

Após cirurgia no ombro, bombeiro retoma resgates e especialização
Foto: Arquivo Pessoal

A recuperação permitiu que o bombeiro militar Diego Martins de Lima voltasse aos resgates, retomasse os treinos e concluísse as etapas físicas de uma especialização em salvamento em altura. Ele afirma ter recuperado todos os movimentos do ombro direito após completar dois anos da cirurgia, em setembro de 2026.

Ainda há estalos e uma dor leve, mas o desconforto é muito menor que antes. Diego mantém o fortalecimento muscular, consegue dormir dos dois lados e se prepara para outras especializações. Em casa, voltou a pegar o filho no colo e a brincar com ele na piscina.

Uma lesão que limitou o trabalho

A lesão surgiu após um acidente de moto em 2012. Na época, Diego era técnico de enfermagem no Hospital das Forças Armadas (HFA), em Brasília. Depois de um plantão noturno, ele viajou com um amigo para conhecer cachoeiras em Cristalina, Goiás. Na volta, houve uma colisão entre as motos dos dois amigos, depois que Diego tentou ultrapassar veículos e encontrou um caminhão no sentido contrário.

Ele teve deslocamento do ombro e fraturas na tíbia e na fíbula. Após o atendimento inicial em Goiás, foi levado ao HFA. Apesar da possibilidade de cirurgia, preferiu o tratamento conservador, com reposicionamento do ombro e fisioterapia.

A dor permaneceu por anos. Para trabalhar, Diego compensava os movimentos usando o braço esquerdo. Quando entrou no Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, as exigências físicas evidenciaram a limitação. Durante o Curso de Operações de Busca e Salvamento, ele teve dificuldade para fazer flexões e operar ferramentas, além de temer deixar os resgates.

“Eu não queria que uma lesão de tantos anos antes decidisse até onde eu poderia chegar na profissão que havia escolhido”, conta.

Cirurgia e retorno gradual

O ortopedista e cirurgião de ombro e cotovelo Kaleu Costa Nery diagnosticou instabilidade crônica com base no histórico e no exame físico. Exames de ressonância magnética e tomografia foram usados no planejamento do procedimento, realizado em setembro de 2024.

A reconstrução empregou cinco âncoras cirúrgicas para fixar os tecidos reparados ao osso. Depois da operação, Diego usou tipoia, iniciou a recuperação dos movimentos e passou ao fortalecimento muscular. No período pós-operatório, ficou afastado dos resgates e exerceu funções administrativas. O retorno ao trabalho operacional ocorreu aproximadamente entre seis e oito meses depois da cirurgia.

Segundo Nery, “as estruturas que mantêm a articulação estável estavam comprometidas, causando dor e insegurança durante os movimentos”.

O bombeiro decidiu buscar nova avaliação porque a dor afetava o sono, as atividades profissionais e as brincadeiras com o filho. Hoje, diz não pensar mais no ombro pelo que ele o impede de fazer, mas pelo que ainda pode conquistar.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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