Mike Ditka, ícone do Chicago Bears e campeão do Super Bowl XX, morreu nesta sexta-feira aos 86 anos. Conhecido como “Iron Mike”, ele teve uma carreira de destaque como jogador e treinador na NFL, além de manter uma atuação ligada à fé católica e à filantropia.
Nascido Michael Dyczko em 1939, Ditka jogou como tight end pela Universidade de Pittsburgh e depois defendeu Chicago Bears, Philadelphia Eagles e Dallas Cowboys. Em 1988, tornou-se o primeiro jogador da posição a entrar para o Hall da Fama do Futebol Profissional.
Como técnico, comandou os Bears no período mais vitorioso da equipe. O trabalho terminou com o título do Super Bowl em 1986, depois de uma temporada com 15 vitórias e apenas uma derrota.
Fé e trabalho beneficente
Apesar do temperamento explosivo durante as partidas, Ditka era um católico fervoroso. Criado em uma escola paroquial na Pensilvânia, atribuía sua formação religiosa à influência das freiras e da mãe. Durante o período em que esteve à frente dos Bears, atuava ocasionalmente como leitor nas missas realizadas pela equipe aos domingos antes dos jogos.
Ditka dizia ter passado por um período de distanciamento espiritual na década de 70, mas afirmava ter redescoberto a importância dos sacramentos e do esforço diário para viver de acordo com os valores cristãos.
Fora da NFL, apoiava a Misericordia e outras instituições voltadas a crianças com deficiências e necessidades especiais em Chicago. Ele participava de eventos de arrecadação e visitava moradores das instituições, chamando muitos deles pelo nome. Também era membro dos Cavaleiros de Colombo, organização católica de serviço e fraternidade.
Em suas memórias, publicadas em 1986, Ditka mostrou uma postura autocrítica. Admitiu dificuldades para manter as prioridades em ordem e citou Tom Landry como exemplo de alguém capaz de conservar a calma sob pressão. Para ele, a vida espiritual exigia esforço contínuo e ninguém conseguiria ser perfeito o tempo todo. A busca por se tornar uma pessoa melhor, dizia, continuaria até o fim da vida.








