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Saúde

Dieta nórdica é ligada a menor risco de morte em estimativa de longo prazo

Estudo com dados de mais de 64 mil adultos associou o padrão alimentar a uma redução estimada da mortalidade ao longo de 24 anos.

Dieta nórdica é ligada a menor risco de morte em estimativa de longo prazo

Uma dieta nórdica saudável foi associada a um risco de morte 4% menor ao longo de 24 anos, em comparação com as recomendações nutricionais nórdicas de 2023. Em relação a um cenário sem intervenção alimentar, a redução estimada foi de 6%.

O estudo foi publicado em 7 de outubro no The American Journal of Clinical Nutrition e conduzido por pesquisadores da Dinamarca. A equipe analisou dados de saúde de mais de 64 mil adultos de meia-idade e idosos da Suécia e simulou um ensaio clínico para estimar os efeitos de diferentes recomendações alimentares mantidas por longo período.

Os autores destacam que a pesquisa não acompanhou participantes durante 24 anos em um ensaio clínico. Os resultados são estimativas baseadas em dados de saúde e em cenários hipotéticos de alimentação. A análise também parte da hipótese de que as pessoas manteriam a dieta recomendada por décadas, o que pode não ocorrer na vida real.

Como é a dieta nórdica

O padrão alimentar reúne hábitos tradicionais de Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia. A dieta prioriza alimentos de origem vegetal, peixes e fontes de gorduras insaturadas, além de produtos integrais e ricos em fibras.

Entre os alimentos mais comuns estão óleo de canola, aveia, centeio, maçãs, frutas vermelhas, vegetais, raízes, repolho e peixes gordurosos, como salmão. O modelo também reduz produtos menos alinhados às recomendações alimentares da região.

A principal diferença em relação à dieta mediterrânea está nos ingredientes usados com mais frequência. Enquanto o padrão mediterrâneo costuma incluir azeite, trigo e laranja, a versão nórdica dá preferência aos alimentos tradicionais do norte da Europa.

Limites da pesquisa

A dieta nórdica ainda foi menos estudada do que a mediterrânea em relação aos efeitos sobre a saúde ao longo de décadas. O estudo não identificou uma redução clara nos casos graves de doenças hepáticas quando comparou a dieta nórdica saudável às recomendações nutricionais de 2023.

Michael Fridén, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, é o autor principal. Os pesquisadores afirmam que diferenças nas estimativas de mortalidade entre grupos precisam ser confirmadas por outros estudos e que são necessárias mais investigações sobre os efeitos da dieta a longo prazo.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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