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Saúde

Estudo da FMUSP compara treino aeróbico e aumento da atividade diária na asma

Pesquisa acompanhou 52 pessoas e identificou melhora dos sintomas e da qualidade de vida com as duas estratégias de movimento.

Estudo da FMUSP compara treino aeróbico e aumento da atividade diária na asma
Foto: Reprodução/Getty Images

Os dois grupos avaliados em um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) apresentaram melhora no controle da asma e na qualidade de vida após oito semanas de intervenção. O resultado continuou no acompanhamento realizado 16 semanas depois, com treinamento aeróbico ou aumento da atividade física no cotidiano.

Publicado na revista científica Pulmonology, o trabalho acompanhou 52 pessoas com asma moderada a grave, entre 18 e 65 anos. Antes da pesquisa, os participantes faziam menos de 150 minutos de atividade física moderada a vigorosa por semana. Os medicamentos usados no tratamento foram mantidos durante o estudo.

A proporção de participantes com melhora clinicamente significativa dos sintomas chegou a 88% no grupo que recebeu a intervenção comportamental para aumentar a movimentação diária. Entre os que fizeram treinamento aeróbico, o índice foi de 78%. No acompanhamento de 16 semanas, os percentuais ficaram em 64% e 63%, respectivamente.

Duas formas de aumentar o movimento

Dos voluntários, 27 participaram do treinamento aeróbico e 25 receberam orientação para ampliar a atividade física diária. O primeiro grupo fez sessões duas vezes por semana, com 45 minutos de duração em uma esteira ergométrica. A atividade incluía aquecimento, exercício e desaquecimento, com velocidade e inclinação ajustadas à resposta de cada pessoa.

No outro grupo, os participantes compareciam ao hospital uma vez por semana, em encontros de até 90 minutos. Os pesquisadores definiam metas individuais, acompanhavam os resultados com um relógio inteligente e estabeleciam novos objetivos conforme o desempenho. O dispositivo registrava os passos e emitia alerta após 60 minutos de sedentarismo.

Durante a pesquisa, a velocidade média dos participantes do treinamento aeróbico passou de 4,4 km/h para 6,1 km/h, aumento de 40%. Entre os que ampliaram a atividade diária, a média de passos subiu de 5.185 para 7.848 por dia, avanço de 50%. Os dois grupos também relataram melhora nos sintomas de ansiedade e depressão.

A pesquisa informou que os participantes eram, em sua maioria, mulheres com sobrepeso ou obesidade grau I, definida por IMC entre 30,0 e 34,9 kg/m². Eles apresentavam, em média, três comorbidades e usavam altas doses de corticosteroides inalados.

Atividade física mantém papel complementar

O pneumologista Marcelo Machiobe, especialista em pneumologia pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), afirmou que o exercício pode melhorar os sintomas ao ampliar a capacidade aeróbica. Ele ressaltou, porém, que os participantes continuaram recebendo tratamento farmacológico.

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas e exige tratamento contínuo e preventivo. De acordo com o médico, a atividade física não substitui os medicamentos. O estudo também destacou que os programas de exercício foram associados ao controle da doença sem interromper o uso dos remédios.

Machiobe disse que ainda é cedo para afirmar que o exercício reduz a inflamação das vias aéreas. Segundo ele, o movimento pode aumentar a capacidade ventilatória e melhorar a troca gasosa, reduzindo sintomas como falta de ar e fadiga.

Para quem pretende começar a treinar, o especialista recomenda uma avaliação prévia para definir o nível de esforço. Quando a doença não está controlada, a orientação é estabilizar o quadro antes de iniciar a atividade física.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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