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Saúde

Alterações hormonais acompanham piora da função erétil sob estresse profissional

Estudo relacionou aumento do cortisol e queda da testosterona à piora da função erétil em homens jovens sob pressão no trabalho.

Alterações hormonais acompanham piora da função erétil sob estresse profissional

A elevação do cortisol apareceu antes da redução da testosterona em duas a quatro semanas entre homens jovens submetidos a mais estresse no trabalho. As mudanças na testosterona, por sua vez, precederam em quatro a seis semanas a piora da função erétil, segundo uma pesquisa publicada em 9 de setembro no International Journal of Clinical Practice.

A sequência observada pelos pesquisadores pode indicar uma janela de seis a dez semanas para intervenções precoces. O cortisol está ligado à resposta do organismo a situações estressantes. No estudo, seus níveis aumentaram conforme a pressão profissional cresceu, enquanto os de testosterona diminuíram.

Diferenças entre os grupos

A pesquisa avaliou 826 homens de 22 a 40 anos que trabalhavam em período integral. Eles foram divididos conforme o nível de estresse ocupacional, considerando horas trabalhadas, autonomia para decidir, apoio dos supervisores, relacionamento com colegas e pressão por promoção.

A disfunção erétil foi identificada em 8,21% dos participantes do grupo com menor estresse. Entre os homens mais estressados, a proporção chegou a 54,37%. Depois de considerar outros fatores que poderiam influenciar os resultados, o grupo sob maior pressão apresentou cerca de dez vezes mais chances de ter o problema do que o grupo menos estressado.

A jornada média também foi diferente: 42,18 horas semanais entre os menos estressados e 65,32 horas entre os mais estressados. Jornadas mais longas foram associadas à pior função erétil por meio do aumento do cortisol. Já o apoio dos supervisores teve efeito protetor relacionado à manutenção dos níveis de testosterona.

Limites da associação

Os resultados indicaram uma relação dose–resposta: a função erétil piorou à medida que aumentou o estresse profissional. Ainda assim, os achados não permitem concluir que o estresse no trabalho, sozinho, cause disfunção erétil. Novos estudos são necessários para confirmar a relação.

Os autores afirmam que a combinação entre avaliação do estresse psicológico e exames hormonais pode ajudar a identificar homens com maior risco de disfunção erétil psicogênica. Para eles, a rotina profissional também deve ser considerada na avaliação da saúde sexual masculina.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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