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Saúde

Transplante renal muda rotina de mulher com doença genética rara

Adriana Teles recebeu um rim após descobrir a mesma doença que levou a mãe à morte enquanto aguardava um transplante.

Transplante renal muda rotina de mulher com doença genética rara
Foto: Arquivo pessoal

Adriana Teles, gestora hospitalar de 49 anos, recebeu um transplante de rim depois de ser diagnosticada com glomeruloesclerose segmentar e focal (GESF), doença genética que também afetou sua mãe. A mãe morreu após seis anos na fila por um órgão compatível.

A doença foi identificada quando Adriana tinha 41 anos, durante exames exigidos para um processo de mudança para o Canadá. Ela não apresentava sintomas, mas os exames mostraram comprometimento dos rins. “Eu não tive nenhum sintoma. Descobri a doença por acaso, e isso me mostrou que a doença renal pode ser silenciosa”, relata.

Segundo Edison Souza, nefrologista e professor associado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UFRJ), a GESF atinge os glomérulos, pequenos filtros responsáveis por limpar o sangue. A condição pode causar perda progressiva da função renal, e os sinais iniciais podem ser leves ou imperceptíveis.

A doença pode estar relacionada a infecções, medicamentos, outras condições que sobrecarregam os rins ou alterações genéticas. Entre os sinais mais comuns estão inchaço nas pernas e no rosto e urina com aspecto espumoso. Exames de urina, proteína, colesterol e creatinina podem ajudar no diagnóstico.

Tratamento e transplante

Após a confirmação da doença, Adriana passou a fazer hemodiálise e foi incluída na fila por um transplante. O tratamento durou cerca de 10 meses, com sessões semanais. “A hemodiálise é um tratamento ao qual você é obrigado a se adaptar. É a máquina que passa a te ajudar a continuar vivendo enquanto você aguarda o transplante”, conta.

A espera por um rim compatível durou cerca de três meses. A doação foi autorizada por uma família do Rio Grande do Sul.

O transplante é indicado quando os rins deixam de manter suas funções. Sílvia Casas, diretora médica de transplantes da Werfen na América Latina, afirma que o procedimento pode oferecer maior sobrevida e melhor qualidade de vida em comparação com longos períodos de diálise. Após a cirurgia, pacientes podem retomar atividades como trabalhar, estudar e praticar exercícios, mas precisam manter acompanhamento e usar medicação.

Adriana foi transplantada em 2019. Desde então, atua na conscientização sobre a doação de órgãos e afirma que a experiência a motivou a apoiar pessoas que ainda aguardam na fila.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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