A nova indicação do Gazyva (obinutuzumabe) busca atender pacientes adultos com lúpus eritematoso sistêmico ativo, em estágio moderado a grave, que tenham autoanticorpos e já estejam em tratamento padrão. A autorização foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A agência afirma que a medida pode reduzir a atividade da doença, diminuir a ocorrência de exacerbações e manter menor exposição a corticosteroides. “Os benefícios demonstrados da nova indicação incluem redução da atividade da doença”, afirma a Anvisa.
Como o medicamento atua
O obinutuzumabe é um anticorpo monoclonal que destrói linfócitos B. Essas células participam da produção de anticorpos, proteínas que ajudam a combater agentes como vírus e bactérias. No lúpus, porém, falhas no controle dos linfócitos B podem levar à formação de anticorpos que atacam tecidos saudáveis do próprio organismo.
O lúpus eritematoso sistêmico é uma doença autoimune, crônica e potencialmente grave. Pode atingir a pele, as articulações, os rins, o sistema sanguíneo e o sistema nervoso central. Os sinais variam conforme as áreas afetadas e incluem fadiga extrema, febre baixa persistente, dores e inchaço nas articulações e lesões na pele.
Também podem ocorrer fotossensibilidade, queda intensa de cabelo, feridas na boca ou no nariz e o fenômeno de Raynaud, que deixa os dedos das mãos ou dos pés pálidos ou roxos quando expostos ao frio. Outro sinal é o rash malar, uma mancha vermelha em formato de asa de borboleta sobre as bochechas e o nariz.
A Anvisa informou que ainda há pacientes com a doença constantemente ativa, apesar da existência de terapias convencionais e biológicas. Nesses casos, podem ocorrer surtos recorrentes ou dependência do uso contínuo de corticosteroides, associados a efeitos colaterais importantes no longo prazo. A expectativa da agência é que a indicação ajude a otimizar o tratamento desse grupo.








