Uma análise de 87 ensaios clínicos associou o consumo de grãos integrais a melhorias em diversos fatores de risco cardiovascular. Os resultados foram publicados no European Heart Journal e reuniram dados de 6 529 pacientes de países da Ásia e Europa, além de participantes dos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Brasil.
A pesquisa identificou redução do peso corporal, da circunferência da cintura e da pressão arterial entre as pessoas que incluíram esses alimentos na dieta. Também foram observadas quedas nos níveis de colesterol total, colesterol LDL, triglicerídeos, glicose e interleucina-6, marcador de inflamação.
Faixas de consumo
Os pesquisadores avaliaram especificamente a ingestão de aveia, arroz e pão integral. Os primeiros sinais de benefício apareceram com o consumo de 30 a 40 gramas por dia. Os efeitos positivos foram mais evidentes entre aqueles que ingeriam de 60 a 100 gramas diariamente.
A professora-adjunta Helda Tutunchi, da Universidade de Ciências Médicas de Tabriz, no Irã, liderou o estudo. Para ela, o aumento do consumo pode ser “uma estratégia alimentar relativamente simples, acessível e econômica” capaz de complementar outras intervenções médicas e de estilo de vida.
Tutunchi destacou, porém, uma limitação da análise: a maioria dos ensaios clínicos teve curta duração, com média de oito semanas. Por isso, os dados não permitem afirmar que os efeitos observados continuam no longo prazo.
A pesquisadora afirmou que os benefícios cardiovasculares podem resultar da combinação de mudanças menores em diferentes áreas, como lipídios sanguíneos, pressão arterial, regulação da glicose, gordura corporal e marcadores de inflamação.
O que é integral
A Associação Americana do Coração explica que são integrais os alimentos que preservam o grão inteiro, formado por farelo, gérmen e endosperma. Já os refinados passam por moagem e se transformam em farinhas ou grãos brancos, como o arroz branco.
Entre os exemplos listados pela entidade estão arroz integral, pão integral e massas integrais.








