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Saúde

Jasmine Ritchie relata impacto da epidermólise bolhosa na rotina escolar

Aos 14 anos, adolescente inglesa precisa de ajuda em tarefas simples e passa até quatro horas por dia trocando curativos.

Jasmine Ritchie relata impacto da epidermólise bolhosa na rotina escolar
Foto: Reprodução/Youtube

A epidermólise bolhosa faz com que Jasmine Ritchie precise de ajuda para realizar tarefas simples na escola, como pegar o estojo dentro da mochila. Aos 14 anos, a adolescente inglesa convive com uma forma da doença que deixa a pele vulnerável a atritos, arranhões e calor, situações capazes de provocar bolhas e feridas dolorosas.

Jasmine falou sobre a rotina durante uma participação no programa britânico Good Morning Britain, na última sexta-feira (11/9). Ela afirmou que sente dor todos os dias e que a intensidade do incômodo não pode ser ignorada. Mesmo com as limitações, a adolescente disse que gosta de ir à escola.

As áreas afetadas são protegidas com curativos, que precisam ser trocados diariamente. O procedimento leva de três a quatro horas. Atividades comuns para outros adolescentes podem exigir mais esforço de Jasmine ou o auxílio de outra pessoa. “Até para tirar coisas da minha mochila, preciso de ajuda”, contou.

A condição também é conhecida como “pele de borboleta”, em alusão à delicadeza das asas do inseto. Jasmine já havia abordado o tema publicamente em 2025, quando apareceu no mesmo programa com a mãe, Anna Ritchie. Naquele momento, a família procurava aumentar o conhecimento sobre a doença e defender a necessidade de tratamentos melhores. Ao retornar ao programa, Jasmine voltou a destacar o impacto da dor constante.

Como a doença se manifesta

A Mayo Clinic define a epidermólise bolhosa como um conjunto de condições raras, geralmente hereditárias, que deixam a pele extremamente frágil. As bolhas podem surgir depois de pequenos traumas, atrito, calor ou arranhões. Nos casos mais graves, também podem aparecer dentro do corpo, incluindo a boca e o trato digestivo.

A doença costuma começar em bebês ou crianças pequenas, mas os sinais podem surgir na adolescência ou na vida adulta. Os tipos são classificados principalmente conforme a camada da pele em que as bolhas se formam. Entre os possíveis sinais estão coceira, dor, pele fina, alterações nas unhas, bolhas na boca e na garganta, dificuldade para engolir, problemas dentários, perda de cabelo causada por cicatrizes e mílias.

Tratamento e riscos

A epidermólise bolhosa não tem cura. Algumas formas leves podem melhorar com a idade, enquanto o tratamento busca cuidar das lesões e reduzir o surgimento de novas bolhas.

Nos quadros mais graves, podem ocorrer infecções, alterações nas articulações, dificuldade para se alimentar, anemia e problemas dentários. Algumas formas também estão relacionadas a um risco maior de carcinoma de células escamosas, tipo de câncer de pele que pode aparecer na adolescência e na vida adulta.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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