Mudanças recentes nas mamas que persistem ou avançam devem ser investigadas, mesmo quando não há nódulo. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima 78.610 novos casos de câncer de mama por ano no Brasil entre 2026 e 2028.
A doença pode provocar vermelhidão, inchaço com aspecto de “casca de laranja” e retrações na pele, na aréola ou no mamilo. Nódulos na axila ou na região da clavícula também estão entre os sinais que merecem atenção.
Secreção e mudanças visíveis
A saída de secreção pelo mamilo nem sempre está relacionada ao câncer. A avaliação exige mais cuidado quando ela aparece espontaneamente, em apenas um lado, e tem aspecto transparente ou sanguinolento. “A secreção que ocorre espontaneamente, de um único lado e com aspecto transparente ou sanguinolento é a que mais preocupa”, afirma o mastologista Amilcar Assis, do Hospital Sírio-Libanês.
Alterações recentes no tamanho ou no formato de uma das mamas também podem indicar a necessidade de investigação, principalmente quando fogem do padrão habitual da mulher. A mastologista Fernanda Labre, do Centro Médico Ipanema, no Rio de Janeiro, afirma que a evolução do quadro deve ser considerada.
Infecções podem causar vermelhidão e inchaço. Porém, quando esses sinais ou uma retração continuam evoluindo mesmo após o uso de antibióticos, a orientação é aprofundar a investigação.
Avaliação médica
A recomendação é procurar atendimento diante de qualquer modificação nas mamas. O ginecologista e mastologista Alexandre Pupo Nogueira, do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo, orienta que a consulta considere os sinais atuais e o histórico da paciente. “Qualquer modificação deve ser avaliada por um especialista”, afirma.
Informações sobre histórico familiar e exames anteriores, como mamografia e ultrassom, podem ser levadas à consulta para comparação. Depois da avaliação, o médico pode indicar exames de imagem e, se necessário, biópsia para esclarecer a causa da alteração.








