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Saúde

Nobel de Medicina premia descobertas que permitem controlar neurônios com luz

Karl Deisseroth, Peter Hegemann e Georg Nagel foram reconhecidos pelo desenvolvimento da optogenética e dos canais iônicos controlados pela luz.

Nobel de Medicina premia descobertas que permitem controlar neurônios com luz
Foto: Nobel Prize/Wikimedia Commons/Reprodução

Karl Deisseroth, Peter Hegemann e Georg Nagel receberam o Prêmio Nobel de Medicina de 2026 por descobertas relacionadas a canais iônicos controlados pela luz e à optogenética. Os trabalhos ajudaram a demonstrar como estímulos luminosos podem ativar ou desativar células específicas.

A técnica usa uma proteína de alga sensível à luz introduzida nos neurônios. Assim, pesquisadores conseguem ligar e desligar grupos determinados de células com precisão de milissegundos, o que permitiu testar diretamente a função de circuitos ligados à memória, à emoção e ao movimento.

Para Victor Santos, professor do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pesquisador apoiado pelo IDOR Ciência Pioneira, a optogenética alterou a investigação do cérebro. Antes, boa parte da neurociência dependia de correlações entre a ativação de uma região e um comportamento, sem demonstrar necessariamente uma relação de causa.

Aplicações na pesquisa

Santos afirma que a metodologia ajudou a compreender circuitos envolvidos no medo, na ansiedade, no vício, na depressão, no Parkinson e na epilepsia, tema de seu trabalho. Em experiências com animais, o recurso já permitiu interromper crises epilépticas ao silenciar os neurônios que as desencadeiam no local e no momento adequados.

Esse conhecimento orienta a criação de novos medicamentos e o aperfeiçoamento de terapias existentes, como a estimulação cerebral profunda.

Uso clínico ainda está no início

Segundo Santos, as aplicações mais imediatas continuam concentradas na pesquisa e o uso clínico exige cautela. Os primeiros estudos procuram recuperar parte da visão de pacientes com doenças degenerativas da retina. Também há pesquisas para desenvolver implantes auditivos baseados em luz.

O desafio é transportar o gene e a luz até as células com segurança, processo que demanda tempo e muitos testes. Para o neurocientista, o legado da linha de pesquisa já é significativo, independentemente de quando essas terapias estarão disponíveis.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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