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Saúde

Hipótese liga percepção e movimento em um único ciclo cerebral

Proposta de Tom James contesta a ideia de que o cérebro passa por uma decisão separada antes de produzir uma ação.

Hipótese liga percepção e movimento em um único ciclo cerebral

A sensação de escolher e a ação correspondente podem surgir juntas no cérebro, como partes de uma mesma atividade neural. Essa é a hipótese apresentada pelo neurocientista Tom James, da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos.

Publicado em junho no Journal of Cognitive Neuroscience, o estudo não traz experimentos com imagens cerebrais nem testes com participantes. O trabalho é uma proposta teórica para interpretar como o cérebro produz comportamentos.

Uma alternativa ao “modelo sanduíche”

A explicação tradicional conhecida como “modelo sanduíche” divide o funcionamento cerebral em percepção, pensamento e ação. Nesse esquema, a pessoa identifica uma informação, avalia as opções e só depois escolhe uma resposta.

James questiona a existência de uma etapa intermediária dedicada à decisão. Para o pesquisador, percepção e movimento formam um ciclo contínuo, e a impressão de que há uma escolha isolada no caminho seria uma interpretação desse processo.

Embora estruturas físicas possam ser associadas aos sentidos e aos movimentos, o autor afirma que não há um ponto específico do cérebro correspondente a uma decisão separada. “Explicar que o cérebro funciona por meio de um controlador central é como colocar uma pessoa dentro da cabeça para tomar decisões”, diz James.

Comparações usadas pelo pesquisador

Uma das analogias apresentadas envolve a frase “a universidade decidiu”. A ação, nesse caso, resulta de interações entre várias pessoas, e não de uma entidade única responsável por escolher.

James também compara o funcionamento a robôs que seguem regras simples. Mesmo quando o comportamento parece intencional, ele pode resultar de instruções básicas, sem uma etapa consciente de escolha.

Próximas pesquisas

O autor defende que estudos futuros observem decisões em situações mais próximas da vida real, em vez de depender apenas de tarefas controladas em laboratório. Ele também propõe que os cientistas não presumam que toda ação observada tenha como origem uma decisão abstrata e separada.

“Nossas ações parecem ser causadas por decisões baseadas em desejos e intenções”, conclui James. Para ele, essas ideias são abstratas demais para explicar diretamente o que ocorre no cérebro.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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