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Tecnologia

ASML mantém monopólio de máquinas essenciais aos chips de IA

Empresa holandesa domina a tecnologia EUV e aposta em cooperação com fornecedores para sustentar o avanço dos semicondutores.

ASML mantém monopólio de máquinas essenciais aos chips de IA
Foto: Reuters

A ASML, empresa holandesa de máquinas para fabricação de chips, detém o monopólio das máquinas de ultravioleta extremo, conhecidas como EUV. Esses equipamentos são essenciais para produzir semicondutores destinados a aplicações complexas de inteligência artificial.

Sediada em Veldhoven, a companhia emprega quase metade da população local, de 47.902 habitantes, além de outras 25 mil pessoas. Seu presidente-executivo, Christophe Fouquet, atribui o sucesso da empresa à cooperação com clientes e fornecedores.

Uma máquina de EUV custa US$ 400 milhões (R$ 2,08 bilhões), tem o tamanho de um ônibus de dois andares e produz circuitos em pastilhas de silício usando gotas de estanho derretido, espelhos, lasers e luz de ondas curtas em um ambiente selado a vácuo.

A complexidade também está na cadeia de produção. Cada equipamento reúne mais de 100 mil peças, fornecidas por 200 principais fornecedores e 2.000 empresas. A ASML recorre a companhias especializadas, como Zeiss, Trumpf e VDL, para produzir componentes ópticos, lasers e sistemas de mecatrônica.

A empresa adquiriu a fabricante de lasers Cymer em 2013 e comprou uma participação de 11% na francesa Mistral, que atua no setor de inteligência artificial. Suas principais concorrentes, Nikon e Canon, permanecem concentradas na tecnologia DUV, de ultravioleta profundo.

Restrições à China

A proibição dos Estados Unidos à exportação de tecnologia EUV para a China impede a ASML de vender seus produtos mais avançados ao país. Para Fouquet, restrições excessivas podem estimular o desenvolvimento de tecnologias concorrentes na China.

A ASML também afirma que a demanda por seus equipamentos não depende apenas de uma alta passageira da inteligência artificial. Fouquet estima que os efeitos da tecnologia sobre a sociedade e a indústria durarão de dez a 15 anos.

O executivo, que chegou à ASML há 18 anos e se tornou presidente-executivo dois anos atrás, também citou o potencial de humanoides e da tecnologia espacial. Para ele, o desenvolvimento de tecnologias pioneiras exige concentração de esforços e a convicção de que determinada necessidade é essencial.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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