CHINA — As fabricantes chinesas de chips de memória ampliaram sua participação no mercado global ao mesmo tempo em que as exportações de semicondutores do país cresceram 103,9% entre janeiro e agosto de 2026. O valor exportado chegou a US$ 256,8 bilhões (R$ 1,3 trilhão), conforme dados da Administração Geral de Alfândegas da China divulgados em 8 de setembro.
A CXMT alcançou a 4ª posição entre as maiores fabricantes de chips de memória Dram no 2º trimestre de 2026. Em 1 ano, a participação da empresa nesse mercado passou de 4% para 10%, segundo dados da Counterpoint. Com o avanço, a companhia captou US$ 9,8 bilhões em uma oferta pública inicial na Bolsa de Xangai, realizada em 27 de julho.
A YMTC também ganhou espaço na área de memórias. A empresa se tornou a principal referência chinesa na fabricação de semicondutores Nand, tecnologia usada no armazenamento de dados em massa. Sua participação passou de 11% para 14% em 1 ano, e a companhia chegou à 4ª posição global no segmento. A YMTC se inscreveu para uma oferta pública inicial na Bolsa de Xangai, com a intenção de captar US$ 4,9 bilhões.
Demanda impulsionada pela inteligência artificial
Pelo menos 4 empresas chinesas informaram lucros superiores a 90% na comparação entre o 1º semestre de 2026 e o 1º semestre de 2025. Duas delas atuam na fabricação de chips de memória.
A procura por semicondutores usados em modelos de inteligência artificial elevou os preços e aumentou a pressão sobre o mercado de eletrônicos, incluindo computadores e celulares. Desde 2022, restrições impostas pelos Estados Unidos e por países aliados às importações de chips de alta tecnologia levaram o governo chinês a estimular a indústria doméstica para reduzir a dependência externa.
A Associação da Indústria de Semicondutores estima que o setor movimentará US$ 1,5 trilhão em 2026. No 1º semestre deste ano, a China produziu 1,5 bilhão de chips por dia, de acordo com dados oficiais.








