A reserva de liquidez da Dívida Pública Federal caiu 11,89% em agosto, de R$ 1,37 trilhão para R$ 1,21 trilhão. O saldo é suficiente para cobrir 7,18 meses de vencimentos, informou a Secretaria do Tesouro Nacional, do Ministério da Fazenda.
O estoque da dívida terminou o mês em R$ 9,29 trilhões, crescimento de 0,04%, equivalente a R$ 3,95 bilhões, em relação a julho. Desde o início de 2026, a alta acumulada é de 7,62%, ou R$ 657,64 bilhões. Os dados constam do Relatório Mensal da Dívida, divulgado em 28.set.2026.
Emissões e juros
As emissões brutas somaram R$ 211,62 bilhões, enquanto os resgates chegaram a R$ 296,05 bilhões. O resultado foi um resgate líquido de R$ 84,43 bilhões. A apropriação de juros, porém, alcançou R$ 88,39 bilhões: R$ 79,66 bilhões na dívida interna e R$ 8,73 bilhões na externa.
Na dívida interna, o resgate líquido foi de R$ 83,90 bilhões. Na externa, o resultado ficou em R$ 532,99 milhões.
Os títulos indexados ao IPCA tiveram resgates de R$ 290,13 bilhões e emissões de R$ 21,85 bilhões, com saldo negativo de R$ 268,28 bilhões. O vencimento se concentrou na 3ª semana de agosto.
Prazo e composição
A participação dos títulos atrelados ao IPCA caiu de 26,02% para 23,22% do estoque, que corresponde a R$ 2,16 trilhões. A parcela da dívida com vencimento em 12 meses recuou de 18,91% para 16,39%, ou R$ 1,52 trilhão.
O prazo médio subiu de 4,05 anos para 4,10 anos, enquanto a vida média ficou em 6,06 anos. O custo médio acumulado em 12 meses passou de 12,45% ao ano para 12,59% ao ano.
No Tesouro Direto, as vendas foram de R$ 15,00 bilhões e os resgates, de R$ 17,22 bilhões, gerando saldo líquido negativo de R$ 2,21 bilhões. O estoque terminou agosto em R$ 271,99 bilhões, com 3,83 milhões de investidores ativos.








