NOVA YORK — O consumo de energia elétrica nos Estados Unidos deve atingir níveis recordes em 2026 e 2027, impulsionado principalmente por data centers voltados à inteligência artificial, pela mineração de criptomoedas e pela eletrificação. A projeção foi divulgada pela Administração de Informações sobre Energia dos Estados Unidos (EIA) nesta terça-feira (06).
A demanda deve passar de 4.195 bilhões de quilowatts-hora (kWh) em 2025 para 4.288 bilhões de kWh em 2026. Em 2027, a previsão é de 4.356 bilhões de kWh.
A EIA também estima aumento nas vendas de energia em 2026. O consumo residencial deve chegar a 1.541 bilhões de kWh, enquanto o setor comercial deve alcançar 1.549 bilhões de kWh. Para os consumidores industriais, a previsão é de 1.055 bilhões de kWh.
Os números superam os recordes históricos registrados em 2025 no consumo residencial, de 1.515 bilhões de kWh, e no comercial, de 1.493 bilhões de kWh. No setor industrial, o maior nível citado pela EIA foi de 1.064 bilhões de kWh, registrado em 2000.
Residências e empresas também têm usado mais eletricidade e reduzido o uso de combustíveis fósseis para aquecimento e transporte, segundo a administração americana.
Participação das fontes
A EIA prevê queda na participação do carvão na geração de energia, de 17% em 2025 para 16% em 2026 e 15% em 2027. O gás natural deve manter 40% em 2026, repetir o nível de 2025 e recuar para 39% em 2027.
A participação das fontes renováveis deve subir de cerca de 24% em 2025 para 25% em 2026 e 27% em 2027. A energia nuclear deve permanecer em 18% em 2026 e 2027, mesmo percentual projetado para 2025.








