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Tecnologia

Bill Gates pede regras mais rígidas para conter usos perigosos da IA

Cofundador da Microsoft diz que empresas ainda não adotam medidas suficientes diante de ameaças envolvendo inteligência artificial.

Bill Gates pede regras mais rígidas para conter usos perigosos da IA
Foto: Reuters

Bill Gates defendeu medidas mais rígidas para controlar o uso da inteligência artificial por agentes mal-intencionados, incluindo aplicações em bioterrorismo e ataques cibernéticos. A declaração foi dada neste domingo (11), em entrevista à ABC News.

O cofundador da Microsoft afirmou que as empresas especializadas em IA precisam reforçar seus sistemas de segurança. Para Gates, as proteções disponíveis não são robustas o suficiente diante das ameaças.

Ele também sugeriu alternativas para administrar as mudanças provocadas pela tecnologia, como a criação de um organismo internacional, um imposto sobre a IA e a reserva de determinados empregos exclusivamente para seres humanos.

Gates rejeitou a ideia, defendida pelo presidente americano Donald Trump, de que a autorregulamentação das empresas de IA bastaria para garantir a segurança mundial. “Está claro que não estamos fazendo o suficiente”, declarou.

Risco mais imediato

Embora tenha reconhecido que a possibilidade de a inteligência artificial sair de controle precisa ser tratada, Gates avaliou que esse impacto ainda está a anos de distância. Na visão dele, o risco mais próximo está no uso da tecnologia por pessoas mal-intencionadas, especialmente quando as salvaguardas dos sistemas podem ser removidas.

O empresário afirmou que os ciberataques serão o principal desafio enfrentado no próximo ano. Também advertiu: “Durante o próximo ano, especialmente no campo da cibersegurança, teremos muitas surpresas desagradáveis”.

Nas últimas semanas, Gates já havia alertado que o mundo não está preparado para as consequências da inteligência artificial. Outros executivos do setor também defenderam recentemente mais vigilância sobre a tecnologia.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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