Pesquisadores da startup Hacktron AI acessaram contas do ChatGPT usadas por funcionários da OpenAI com auxílio de um modelo de inteligência artificial da Anthropic. A ação ocorreu durante um exercício organizado pela própria OpenAI para identificar vulnerabilidades em seus sistemas com apoio de especialistas externos.
A Hacktron informou ter encontrado uma falha no fórum público de ajuda da OpenAI, administrado pela plataforma Discourse. A vulnerabilidade permitiu que os pesquisadores assumissem o controle do site e, a partir disso, acessassem as contas.
A OpenAI confirmou o caso e informou que corrigiu o problema em cerca de 14 horas após ser notificada. A empresa também pagou uma recompensa de 6.500 dólares, aproximadamente 34.000 reais, aos pesquisadores.
“Informamos de imediato a vulnerabilidade inicial à OpenAI e à Discourse e trabalhamos com eles” para coordenar a solução, afirmou a Hacktron. Drew Pusateri, porta-voz da OpenAI, disse: “Agradecemos aos pesquisadores por nos contatar e compartilhar as descobertas”.
Modelos usados
Segundo a Hacktron, o trabalho começou com o Claude Opus 4.8, da Anthropic, usado para identificar e explorar a falha. Os pesquisadores relataram dificuldades para fazer o modelo operar de forma consistente.
Depois, recorreram ao Claude Opus 5, modelo mais recente da empresa. De acordo com a Hacktron, ele produziu um ataque funcional em três horas.
Os pesquisadores não utilizaram o Claude Mythos, modelo da Anthropic restrito a um pequeno grupo de organizações de ciberdefesa avaliadas. A empresa descreve o Mythos como seu modelo com as habilidades de cibersegurança mais sólidas.
O caso ocorre em meio à preocupação de especialistas em segurança de que ferramentas de inteligência artificial possam acelerar e baratear ciberataques sofisticados. A Hacktron informou que continua realizando testes semelhantes em outras companhias.








