O Supremo Tribunal Federal analisa na 3ª feira (15.set.2026) um relatório da Polícia Federal sobre a investigação envolvendo o Banco Master. Antes da sessão, ministros cobram acesso integral aos dados reunidos no celular de Daniel Vorcaro, fundador da instituição.
No sábado (12.set), o presidente do STF, Edson Fachin, deu prazo de 24 horas para a Polícia Federal explicar como o aparelho e o conteúdo armazenado nele estão sendo preservados. A medida também exige esclarecimentos sobre as condições de armazenamento do telefone.
O ministro Cristiano Zanin havia solicitado ao diretor-geral da PF uma cópia de todas as informações extraídas de um dos celulares de Vorcaro para distribuição aos integrantes do tribunal. Gilmar Mendes, Zanin e Alexandre de Moraes defendem que os dados sejam compartilhados antes do julgamento.
Pedido da Procuradoria
Nesta 2ª feira (14.set.2026), o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand, defendeu o levantamento do sigilo da investigação sobre a rede de pagamentos do Banco Master. A manifestação foi encaminhada a Fachin e reforça um ofício enviado por Moraes no domingo (13.set.2026).
Moraes pediu a Mendonça que o sigilo da investigação também fosse retirado e que os demais ministros tivessem acesso ao caso antes da sessão. O processo é relatado por André Mendonça, que declarou ter levantado o sigilo de todas as informações.
A PGR afirmou que não havia pedido anteriormente a retirada do sigilo da Pet 15.645 porque o documento não estava disponível para consulta no sistema do Supremo. A petição trata da lista de pagamentos de Vorcaro.
O relatório da PF aponta indícios de relações entre Vorcaro e Moraes. A investigação reúne mensagens sobre o início do caso, ainda em 2025, além de contratos entre o escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, e o banco. O acesso às provas motivou discussões entre ministros e reclamações da PGR sobre a falta de disponibilização integral dos autos.








