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Brasil

Ato na Paulista critica Moraes e evita menções a Trump no palanque

Manifestantes exibiram símbolos dos Estados Unidos e pediram intervenção nas eleições, enquanto políticos bolsonaristas concentraram ataques em Alexandre de Moraes.

7 de setembro na Paulista: Flávio tenta se descolar de Vorcaro em ato com símbolos dos EUA e manifestantes pedindo intervenção de Trump

O ato de 7 de Setembro realizado na Avenida Paulista reuniu Flávio Bolsonaro (PL), Tarcísio de Freitas, Nikolas Ferreira e Silas Malafaia em uma manifestação marcada por críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Apesar da presença de bandeiras dos Estados Unidos, referências a Donald Trump e cartazes favoráveis à intervenção estrangeira nas eleições, Trump não foi citado nos principais discursos.

Flávio não mencionou Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, com quem teve relação direta revelada nos últimos meses. O senador afirmou que “Esse consórcio de Lula com Moraes vai acabar” e prometeu indicar ao Supremo ministros contrários ao aborto, às drogas e ao que chamou de “ideologia de gênero nas escolas”. Também comparou a condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado a uma “segunda facada”.

Tarcísio defendeu que o Senado reaja e elegeu como prioridade a formação de uma maioria de direita na Casa, responsável por analisar eventuais pedidos de impeachment de ministros do Supremo. Nikolas pediu o afastamento de Moraes, disse que os bolsonaristas vão “tirar esse sorrisinho debochado da tua cara” e afirmou que faria um ato diante da casa de Davi Alcolumbre para defender o impeachment do ministro.

Malafaia chamou Moraes de “ditador da toga” e levou o Banco Master ao discurso. Ele também citou as conversas entre Vorcaro e Moraes e defendeu André Mendonça, cujo nome apareceu em cartazes e foi aclamado pelo público.

Símbolos dos Estados Unidos

A avenida teve bandeiras dos Estados Unidos e de Israel, um boneco de Donald Trump, placas em inglês, bonés com “Trump 2028” e “Make America Great Again” e um manifestante vestido como Elvis Presley. Cartazes pediam que Trump acompanhasse as eleições brasileiras.

A postura no palanque contrastou com declarações anteriores de Flávio. Em julho de 2025, após Trump anunciar uma tarifa de 50% contra produtos brasileiros, o senador publicou “Thank you President Donald Trump” e “Make Brazil Free Again”. No fim de agosto deste ano, afirmou que Eduardo Bolsonaro havia “errado de agradecer” pelas tarifas. Em julho, também pediu ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos que uma nova tarifa de 25% contra o Brasil não fosse aplicada antes das eleições.

Celebração em Brasília

Em Brasília (DF), Luiz Inácio Lula da Silva colocou a soberania nacional no centro das comemorações oficiais. Em pronunciamento na véspera, disse que o Brasil não deve “baixar a cabeça diante de potências estrangeiras” e que o país “não será colônia de ninguém”.

O desfile na Esplanada dos Ministérios teve como lema “Soberania: a força que une o Brasil” e reuniu cerca de 4 mil civis e militares. A cerimônia também destacou a agricultura familiar, a vacinação, a educação, a proteção ambiental, o enfrentamento à violência contra meninas e mulheres e a Copa do Mundo Feminina de 2027. Parte do público pediu o fim da escala 6×1 e se manifestou contra a anistia aos envolvidos nos atos golpistas.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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