Adriana Maximiliano e Martha Nowill passam a publicar crônicas alternadas às sextas-feiras. Os textos de Adriana devem tratar do cotidiano, da literatura e da história, enquanto Martha pretende escrever sobre pessoas e suas formas particulares de enxergar o mundo.
Memória e deslocamento
Jornalista carioca radicada em Washington, Adriana trabalha em uma organização internacional. Ela foi repórter e editora em jornais e revistas brasileiros por mais de dez anos. Também pesquisa em bibliotecas públicas e museus, atividade que pode levar seus textos a episódios do passado.
A autora afirma que “mata as saudades da língua portuguesa escrevendo crônicas sobre o cotidiano, a literatura e a história”. Sua experiência como expatriada também deve aparecer nas narrativas, a partir da vida entre o Rio de Janeiro e Washington DC.
Adriana diz ainda que procura conservar um olhar estrangeiro sobre a cidade onde nasceu, aquela que escolheu viver há duas décadas e os lugares que visita. Para ela, a curiosidade é essencial.
Pessoas como ponto de partida
Martha é atriz e roteirista. Ela estudou cinema na Faap (Fundação Armando Álvares Penteado) e teatro na Escola de Teatro Célia Helena.
Em 2016, produziu um documentário sobre a avó, Dorina Nowill. Ativista em prol dos deficientes visuais, Dorina ficou cega aos 17 anos e se tornou referência nos estudos e na defesa dos direitos desse grupo.
Martha afirma: “Eu gosto de escrever sobre pessoas, pessoas cujas vidas de alguma forma parecem ter algo extraordinário”. A expectativa da atriz e roteirista é que as conversas retratadas também transformem os leitores.








