Ataques de drones da Ucrânia destruíram mercadorias avaliadas em ao menos 550 bilhões de rublos, equivalentes a US$ 6,4 bilhões, em armazéns da Wildberries até o fim de agosto de 2026. Mais de 20 instalações da maior varejista online da Rússia foram atingidas desde julho de 2026.
As perdas reduziram em cerca de um terço a capacidade de armazenamento da empresa. A reconstrução das unidades danificadas pode superar 200 bilhões de rublos, segundo estimativa da Data Insight.
Impacto sobre a fundadora
Tatyana Kim, fundadora da Wildberries e mulher mais rica da Rússia, teve uma redução de US$ 1,5 bilhão em sua fortuna em 2026. O patrimônio passou a US$ 6,4 bilhões.
A empresa quase dobrou sua área de armazenagem em um ano, chegando a cerca de 5,2 milhões de metros quadrados. A expansão ocorreu durante a guerra, após a saída formal de varejistas ocidentais da Rússia.
A plataforma é usada por mais de 1 milhão de vendedores e teve faturamento bruto de cerca de 6,1 trilhões de rublos em 2025. Os ataques destruíram estoques, provocaram atrasos nas entregas e elevaram os custos logísticos, pressionando comerciantes e preços ao consumidor.
O vendedor Tigran Arutyunov disse ter perdido produtos avaliados em cerca de 1,5 milhão de rublos nos depósitos da Wildberries. Ele recebeu 30 mil rublos de reembolso, reduziu a equipe e passou a trabalhar como motorista de ambulância em meio período.
Resposta e situação financeira
O grupo RWB, que reúne a Wildberries e o Russ Group, informou que trabalha para reduzir os impactos dos ataques e retomar as operações. A empresa ofereceu pagamentos por mercadorias danificadas e carência de três meses para empréstimos de vendedores afetados.
A Wildberries também reduziu comissões para lojistas que armazenam e embalam os próprios produtos e começou a criar uma rede de centros parceiros menores. O modelo tem custo maior que o dos grandes armazéns e aumenta a pressão financeira sobre o grupo.
A dívida total pode se aproximar de 1,3 trilhão de rublos. Desse valor, mais de 500 bilhões de rublos seriam devidos ao banco estatal VTB até o fim de 2025.








