SÃO PAULO — A exposição “Jazz – o livro de artista de Henri Matisse” foi reaberta neste sábado (12) na Biblioteca Mário de Andrade, no centro, com reforço na segurança. Agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) ficarão disponíveis 24 horas até o fim da mostra, que tem entrada gratuita e segue até 12 de outubro.
A sala recebeu seis câmeras do SmartSampa. As imagens contam com reconhecimento facial e poderão ser usadas na identificação de possíveis ladrões. A segurança da biblioteca também foi revisada após o furto, segundo a diretora Luiza Thesin. “Todos os funcionários da segurança patrimonial passaram por um novo treinamento”, afirmou.
Obras recuperadas
A exposição reúne oito gravuras de Matisse furtadas do acervo da biblioteca em dezembro do ano passado. A Polícia Civil recuperou as peças em agosto, em um apartamento em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Segundo a corporação, as obras foram encontradas íntegras. A estimativa é que valham até R$ 1 milhão.
A mostra reúne as 20 composições do álbum Jazz, publicado em 1947 pelo artista francês. A coleção pertence à Biblioteca Mário de Andrade e inclui imagens produzidas a partir de recortes de papéis pintados com guache. A série teve tiragem de 250 exemplares numerados.
O secretário municipal de Cultura, Totó Parente, disse que a recuperação permitiu apresentar novamente a coleção completa ao público. A Polícia Civil aponta Laéssio Rodrigues de Oliveira, 53, como mandante do roubo. Ele é citado como suspeito de planejar e realizar furtos de obras de arte e documentos históricos e já foi preso 11 vezes. Um comerciante foi preso em flagrante sob suspeita de receptação.
O crime ocorreu em 7 de dezembro. Dois homens armados invadiram a biblioteca, renderam uma funcionária e levaram as gravuras de Matisse e cinco obras de Candido Portinari. As peças de Portinari ainda não foram recuperadas.
O álbum original já havia sido furtado em data não identificada e localizado em 2006, na Argentina. O exemplar voltou a São Paulo em 2015, depois que uma perícia identificou que a biblioteca mantinha uma versão falsa da obra. Para a segurança atual, dois agentes da GCM farão rondas periódicas na unidade.








