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BCE admite novos aumentos de juros se energia mantiver pressão sobre inflação

Dirigentes da Alemanha e da Estônia dizem que petróleo e gás serão decisivos para novas altas na zona do euro.

BCE admite novos aumentos de juros se energia mantiver pressão sobre inflação

O Banco Central Europeu (BCE) pode elevar novamente as taxas de juros da zona do euro caso o encarecimento da energia continue pressionando a inflação. As três principais taxas da instituição subiram 0,25 ponto percentual ontem, e as novas taxas entrarão em vigor em 16 de setembro de 2026.

Joachim Nagel, presidente do Bundesbank, da Alemanha, e Ülo Kaasik, presidente do banco central da Estônia, disseram que novas decisões dependerão do comportamento dos preços do petróleo e do gás. Autoridades do BCE também esperam que novos aumentos possam ocorrer já em outubro.

O mercado financeiro projeta pelo menos três novas altas de juros na zona do euro no próximo ano. Kaasik avaliou que essa expectativa é compreensível diante do aumento recente dos combustíveis e do risco de elevação dos preços dos alimentos.

Inflação e projeções

Com a decisão mais recente, a taxa de depósito passou para 2,50% ao ano, atingindo o limite considerado neutro, que não estimula nem desacelera a economia.

As projeções oficiais foram revisadas para cima. Técnicos do BCE estimam inflação média de 3,0% em 2026 na zona do euro e crescimento de 0,9% neste ano para o PIB.

Reflexos no Brasil e nos Estados Unidos

As decisões do BCE ocorrem antes das reuniões do Copom, do Banco Central do Brasil, e do Federal Reserve, dos Estados Unidos, previstas para a próxima semana. Nos Estados Unidos, a força dos indicadores de emprego e a alta de 0,4% nos preços ao produtor em agosto aumentaram as apostas em uma elevação dos juros pelo Fed.

No Brasil, o ambiente externo é apontado como um fator de cautela para a política monetária. Após o quarto corte seguido da Selic, o Copom citou a incerteza global provocada pelos conflitos no Oriente Médio e as dúvidas sobre os juros americanos.

O mercado brasileiro espera novo corte, de 14% para 13,75% ao ano, na próxima reunião.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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