A inflação ao consumidor dos Estados Unidos subiu 0,4% em agosto de 2026, na comparação com julho. Em 12 meses, o índice acumulou alta de 3,4%, mesma variação registrada até julho.
A gasolina foi o principal fator de pressão. O combustível ficou 3,9% mais caro no mês e respondeu por mais de um terço do avanço do índice geral. Os custos de energia aumentaram 2,1% em agosto e acumulam alta de 16,3% em 12 meses, influenciados pelo aumento de 27,4% na gasolina ao longo do ano.
O custo da moradia subiu 0,3% no mês, acima da alta de 0,1% registrada em julho. O índice geral havia avançado 0,1% no mês anterior.
Núcleo da inflação
O núcleo, que exclui alimentos e energia, aumentou 0,3% em agosto, ante 0,2% em julho. Em 12 meses, a alta acumulada foi de 2,4%.
As passagens aéreas subiram 2,7%, enquanto os serviços de hospedagem fora de casa tiveram alta de 2,4%. Na direção oposta, os serviços de saúde recuaram 0,2%, e os seguros de veículos automotores caíram 0,8%.
O próximo balanço da inflação, com os dados de setembro, está previsto para 14 de outubro.
Decisões sobre juros
O Federal Reserve manteve a taxa básica entre 3,50% e 3,75% ao ano nos últimos cinco encontros. A próxima decisão está marcada para os dias 15 e 16 de setembro. A aceleração do índice cheio e a alta acima do consenso no núcleo reforçaram as apostas em uma elevação dos juros para conter a inflação.
O resultado também ocorre após a criação de 162 mil vagas no payroll de agosto e uma alta de 0,4% nos preços ao produtor em agosto. Se o Fed elevar os juros, será a primeira alta desde que Kevin Warsh assumiu a presidência do banco central, em maio.
No Brasil, o Copom definirá a taxa Selic na próxima quarta-feira, no mesmo dia da decisão do Fed. O último Boletim Focus projetou uma redução da taxa de 14% para 13,75% ao ano na próxima reunião.








