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Londrina prepara participação feminina no serviço militar voluntário em 2027

Exército estuda abrir uma turma com 50 mulheres no Tiro de Guerra; confirmação oficial ainda está pendente.

Londrina prepara participação feminina no serviço militar voluntário em 2027

O Tiro de Guerra de Londrina poderá formar uma turma com 50 mulheres a partir de 2027. A criação ainda depende de confirmação oficial, mas os estudos do Exército Brasileiro estão em estágio avançado, segundo informações divulgadas pelo prefeito Tiago Amaral (PSD).

A unidade, identificada como TG 05-003, tem atualmente capacidade para quatro turmas, com 50 jovens em cada uma. Ao todo, são formados 200 atiradores por ano, em um período de instrução de nove meses. As informações sobre o alistamento feminino e a quantidade de vagas devem ser divulgadas nos próximos dias pela Junta do Serviço Militar de Londrina.

Mulheres interessadas já podem buscar orientações na Junta, localizada na Avenida Dez de Dezembro, 1830, loja 42, dentro da Rodoviária de Londrina.

Como será o alistamento

O alistamento feminino é voluntário e ocorre entre janeiro e junho, no mesmo período destinado aos homens. Podem se candidatar jovens que completem 18 anos no ano do alistamento e morem em municípios incluídos no Plano Geral de Convocação.

A autorização veio com o Decreto nº 12.154, assinado por Luiz Inácio Lula da Silva em 28 de agosto de 2024. A regra vale para mulheres que completam 18 anos a partir de 2025. Diferentemente dos homens, elas não são obrigadas a se alistar.

Depois da incorporação, porém, as voluntárias passam a ter os mesmos deveres e obrigações previstos na Lei do Serviço Militar (Lei nº 4.375/64). O período inicial é de 12 meses, com possibilidade de prorrogação anual por até oito anos.

Londrina está entre as cinco cidades brasileiras previstas para receber turmas femininas em Tiros de Guerra a partir de 2027. A divulgação da possibilidade ocorreu durante as comemorações dos 80 anos do TG Londrina, no último sábado (05).

Dados divulgados em 2025 indicam que aproximadamente 37 mil mulheres integravam as Forças Armadas brasileiras, cerca de 10% do efetivo total. A presença feminina é mais forte em áreas como saúde, ensino e logística. Desde 1982, mulheres também ingressam nas Forças Armadas por meio de concursos.

Ribeirão Preto (SP) negocia com o Exército a criação do primeiro Tiro de Guerra feminino do Brasil. Para viabilizar a iniciativa, a prefeitura deverá construir um alojamento para 50 pessoas na unidade local.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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