O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta terça-feira (8) decretos que criam quatro Reservas de Desenvolvimento Sustentável no Amazonas e aumentam a área do Parque Nacional de Sete Cidades, no Piauí. A cerimônia foi realizada em referência ao dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro.
As novas reservas ficam no sul do Amazonas, na área de influência da BR-319, e reúnem cerca de 669 mil hectares. A categoria permite o uso sustentável dos recursos pelos moradores e busca preservar a biodiversidade e as atividades agroextrativistas das populações locais.
No Piauí, o Parque Nacional de Sete Cidades teve sua área ampliada nos municípios de Brasileira e Piracuruca. Com a mudança, a unidade passa a abranger 13.502 hectares. O objetivo é proteger espécies ameaçadas e incentivar o turismo. Lula viaja ao estado nesta quarta-feira (9) para compromissos oficiais e de campanha.
Durante o discurso, Lula criticou a política ambiental do governo Jair Bolsonaro e mencionou a expressão passar a boiada, usada pelo então ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, ao defender mudanças nas regras ambientais. O presidente também afirmou que parte da sociedade considera que as medidas ambientais impedem o desenvolvimento do Brasil.
Recursos e concessões
O BNDES anunciou recursos para restauração ecológica e gestão territorial na Amazônia. O Fundo Clima destinará R$ 180 milhões à recuperação de mais de 10 mil hectares na Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu, no Pará.
O Fundo Amazônia liberará R$ 50,5 milhões, sem necessidade de devolução, para o projeto Naturezas Quilombolas. Os recursos serão usados na elaboração e na execução de planos de gestão em comunidades quilombolas.
Também foram firmados contratos para a concessão das Unidades de Manejo Florestal II e III da Floresta Nacional de Humaitá, no Amazonas. As áreas somam 162,7 mil hectares e devem receber R$ 240 milhões em investimentos. Com os acordos, chega ao fim a concessão de três áreas da unidade de conservação.








