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Roubos com quebra de vidros se espalham por todas as regiões de São Paulo

Criminosos atacam motoristas em avenidas de diferentes bairros; vítima relatou transferência de R$ 2.000 e trauma após o assalto.

Roubos com quebra de vidros se espalham por todas as regiões de São Paulo
Foto: Acervo pessoal

Gangues que quebram vidros de carros para roubar celulares passaram a agir em todas as regiões da cidade de São Paulo. A prática, antes associada à região da cracolândia, também foi registrada nas zonas leste, sul, norte e oeste.

Há ocorrências na avenida Professor Luiz Ignácio de Anhaia Mello, na Vila Prudente; nas avenidas Presidente Tancredo Neves, no Sacomã, e dos Bandeirantes; nas avenidas Cruzeiro do Sul e Zaki Narchi, em Santana; e nas marginais Tietê e Pinheiros. Os crimes também chegaram à avenida Presidente Juscelino Kubitschek, no Itaim Bibi.

Policiais que atuam nessas áreas confirmaram os registros. Parte dos criminosos usa um objeto de metal duro conhecido como vídea para quebrar os vidros.

Vítima teve celular roubado no trânsito

A influenciadora automotiva Tabata Lenk, 23, foi atacada na avenida Tancredo Neves. Uma câmera instalada no carro registrou dois criminosos em uma motocicleta. O passageiro desceu rapidamente, quebrou o vidro, pegou o celular e fugiu.

Antes que o aparelho fosse bloqueado, os ladrões fizeram uma transferência de R$ 2.000. Tabata disse: "Era o único dinheiro que eu tinha na conta, era o dinheiro que eu ia ter para pagar minha fatura e minhas contas daquele mês".

A troca do vidro custou R$ 300, além da limpeza dos estilhaços. O banco devolveu o valor após receber o vídeo da ação e o boletim de ocorrência.

A vítima também relatou efeitos psicológicos após o assalto. Ela afirmou que passou a evitar dirigir sozinha e sente medo ao parar em semáforos.

A Secretaria da Segurança Pública informou que policiais civis do 2º Cerco identificaram dois suspeitos pelo ataque, mas eles não foram presos. A pasta disse ainda que as polícias Civil e Militar atuam de forma integrada no combate aos crimes patrimoniais.

Dados oficiais e investigação

De janeiro a julho, a cidade registrou 57.237 furtos de celulares, ante 58.814 no ano passado, queda de 3%. Os roubos passaram de 36.678 para 31.004, redução de 15%, segundo a Secretaria da Segurança Pública.

Nesta quinta-feira (10), uma operação do Ministério Público cumpriu mandados contra a cadeia de receptação, desbloqueio e revenda de aparelhos. A Promotoria afirmou ter identificado e desarticulado quatro núcleos ligados à logística dos crimes.

Na marginal Tietê, na altura do Parque Novo Mundo, o cabo da Polícia Militar Paulo Roberto Lima Pereira, 44, foi morto durante um roubo após um problema no veículo. A investigação aponta que pedras teriam sido usadas para obrigar motoristas a parar. Os criminosos levaram a arma do policial e continuam sendo procurados.

Um homem de 18 anos foi preso em agosto por policiais civis na região. Segundo os agentes, ele afirmou que recebia R$ 4 mil por um iPhone 17 desbloqueado. Policiais também apontam ferimentos nas mãos como uma característica de suspeitos envolvidos nesses ataques, provocados pelo contato com os estilhaços.

A gestão de Tarcísio de Freitas informou que, nos primeiros sete meses deste ano, os roubos em geral caíram 13,6% e os furtos, 3,08%, na comparação com o mesmo período de 2025. No período, mais de 1.700 armas de fogo foram apreendidas e 27.200 infratores foram presos ou apreendidos.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana informou que a Guarda Civil Metropolitana intensificou o patrulhamento em pontos estratégicos da capital e mantém operações como a Madrugada Segura e a Saturação.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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