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Paulo Samia aponta marca e integração entre tecnologia e redação como prioridades para a mídia

CEO do UOL afirmou que empresas terão de decidir onde investir, quais estruturas abandonar e como usar a IA nos próximos 24 meses.

Paulo Samia aponta marca e integração entre tecnologia e redação como prioridades para a mídia

A concentração do investimento digital e a necessidade de fortalecer marcas foram destacadas por Paulo Samia, CEO do UOL, durante o LATAM Media Leaders Summit 2026. Para ele, entre 75% a 85% de todo o investimento digital já vai para um grupo restrito de plataformas globais, e essa parcela segue aumentando.

Em conversa com Martha Ramos, diretora nacional editorial da Organización Editorial Mexicana, Samia afirmou que a marca se tornou o principal ativo de uma empresa de mídia. Na avaliação dele, a perda de reconhecimento e credibilidade próprios aumenta a dependência da busca do Google e cria um risco para o negócio.

Tecnologia dentro da operação

A apresentação de Samia ocorreu nesta quarta-feira (16), em Lima, com o título “A agenda do CEO para os próximos 24 meses”. Ele defendeu que a inteligência artificial seja tratada como infraestrutura empresarial e comparou a tecnologia à eletricidade. A questão, disse, deixou de ser se as empresas vão adotá-la e passou a ser como ela será incorporada às atividades.

No UOL, a área de tecnologia mantém uma equipe subordinada diretamente à direção de conteúdo e instalada dentro da redação, segundo Samia. Ele apresentou o modelo como uma forma de aproximar jornalismo e tecnologia, acelerar decisões e melhorar produtos.

O executivo listou seis capacidades que as empresas de mídia precisam desenvolver: engenharia de prompt, automação, alfabetização em dados, mentalidade de produto, análise de audiência e governança de IA. Também defendeu estruturas com equipes multifuncionais, processos apoiados pela tecnologia e decisões mais descentralizadas.

Mudanças no setor

Samia avaliou que a indústria passou por transformações provocadas pela internet, pela busca, pelas redes sociais, pelo mobile, pelo streaming e pelo vídeo ao longo de 30 anos. Para ele, o intervalo entre essas mudanças diminui, e 2026 marca um ponto de inflexão.

Em vez de buscar grandes audiências de forma indiscriminada, as empresas deveriam compreender seus nichos e oferecer conteúdo adequado a eles, afirmou. Em meio à circulação de fake news e deepfakes produzidos com IA, ele também defendeu o processo jornalístico rigoroso como alternativa a conteúdos divulgados sem verificação nas redes sociais.

O roteiro apresentado prevê estabilizar e decidir nos primeiros seis meses, reconstruir o núcleo do portfólio até o mês 12 e ampliar os resultados até o mês 24. Samia resumiu a orientação ao setor: “A IA não vai redefinir sua empresa. Suas decisões, sim.”

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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