A suspensão das bets pode levar clubes a renegociar contratos de patrocínio e naming rights, modalidade que associa o nome de uma marca a estádios ou competições. A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, afirmou que o clube não terá perdas imediatas porque já recebeu os valores previstos para o país, mas disse esperar uma solução para os acordos em andamento.
“Os contratos precisam ser cumpridos, até por uma questão de credibilidade para o nosso país”, afirmou Leila. Ela disse que a decisão do governo surpreendeu os clubes e classificou a medida provisória assinada pelo presidente Lula (PT) como muito abrupta.
Caso a proibição continue, o Palmeiras pretende discutir o encerramento do contrato de forma amigável e profissional. Leila também afirmou que o clube não fará patrocínios pontuais.
Impacto nos acordos do futebol
As bets ampliaram a presença comercial no futebol brasileiro desde a regulamentação do setor. Em Salvador, a Arena Fonte Nova adotou o nome Casa de Apostas Arena Fonte Nova em um contrato de quatro anos. Os Aflitos, do Náutico, passaram a se chamar Estádio Esportes da Sorte Aflitos em março de 2026. Em Natal, a Casa de Apostas Arena das Dunas tem contrato de naming rights válido até 2029.
O Feira Futebol Clube suspendeu o uso do nome Superbet Arena após a publicação da medida provisória. O Campeonato Brasileiro passou a ser chamado Brasileirão Betano, enquanto a Copa do Brasil adotou o nome Copa Betano do Brasil. A competição também tinha contratos com Superbet, Betnacional e Betesporte.
Os patrocínios das casas de apostas aos clubes da Série A superaram R$ 1 bilhão em 2025. Um levantamento calcula cerca de R$ 1,14 bilhão, e outro aponta R$ 1,03 bilhão.
Prazos para retirada de valores
Os usuários tiveram até 5 de outubro para retirar saldos das plataformas. Depois, os sites ficaram indisponíveis. As empresas deveriam comunicar os saldos remanescentes às instituições financeiras entre 6 e 7 de outubro. O prazo para devolução começou na sexta-feira (9) e vai até esta quarta-feira (14).








