São Paulo, Quinta-feira, 15 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,04 · Euro R$ 5,61 · Ibovespa 206.506 -0,00% São Paulo 18°C 18° / 26°
Economia

Contas do Banco Central ficam ligadas a investigação sobre o Banco Master

Decisão do TCU condiciona a análise das contas de 2025 do BC ao julgamento de processos sobre fiscalização e operações do Banco Master.

Contas do Banco Central ficam ligadas a investigação sobre o Banco Master

A investigação sobre a atuação do Banco Central no caso Banco Master terá de ser julgada antes da análise das contas da autoridade monetária referentes a 2025. A decisão foi tomada pela 2ª Câmara do Tribunal de Contas da União (TCU) nesta terça-feira (13).

O processo avalia se o BC falhou ou se omitiu na fiscalização do banco, liquidado em novembro de 2025. A apuração também trata da tentativa de compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB).

Operações e prisão

Durante as tratativas para a aquisição, o BRB comprou bilhões de reais em carteiras do Master enquanto a operação ainda era examinada pelo Banco Central. Esses ativos passaram a ser investigados como fraudulentos. Em setembro de 2025, o BC barrou a compra do banco.

O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa foi preso em abril deste ano. Conforme a investigação, ele teria desconsiderado inconsistências apontadas nas carteiras e facilitado transações em troca de propina paga por meio de imóveis de alto padrão. A defesa nega crimes.

Outro ponto a ser analisado pelo TCU é o possível efeito, sobre as contas do BC, da reclamação que levou o caso Master ao Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi apresentada por Daniel Vorcaro, preso em 17 de novembro de 2025 por ordem do juiz Ricardo Augusto Soares Leite, substituto da 10ª Vara Federal de Brasília.

Tramitação no Supremo

Em uma busca e apreensão na sede do Master, investigadores encontraram uma pasta com um termo de opção de compra de imóvel. Uma anotação feita no local mencionava o deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA), mas o nome não foi incluído no termo de apreensão.

A reclamação sustentava que a menção a uma autoridade com foro privilegiado justificaria a transferência do caso para o Supremo. Dias Toffoli foi sorteado relator, mas deixou a função após revelações sobre relações com Vorcaro. André Mendonça assumiu o processo.

O Banco Master tem origem na Máxima Corretora, fundada em 1974. Em 2017, Saul Dutra Sabbá vendeu o controle do Banco Máxima a Vorcaro. A transferência foi rejeitada pelo BC em fevereiro de 2019, durante a gestão de Ilan Goldfajn, e aprovada oito meses depois, sob Roberto Campos Neto. Em 2021, o Banco Máxima adotou o nome Banco Master.

A CVM fez quatro comunicações ao Banco Central entre 2020 e 2022 sobre suspeitas relacionadas às operações do grupo.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5