O Desenrola Adimplentes poderá operar até 26 de outubro. A extensão foi determinada pelo presidente Lula por meio de medida provisória publicada na sexta-feira (25), um dia antes do fim do prazo que estava em vigor.
O programa havia sido criado com duração de 90 dias a partir da publicação da primeira medida provisória. O período original terminaria em 26 de setembro. A nova data fica na segunda-feira seguinte ao segundo turno das eleições de 2026. A prorrogação integra um pacote de medidas do governo que recebeu críticas pela proximidade com o pleito.
A iniciativa é voltada a pessoas que continuam pagando suas dívidas ou têm atraso de no máximo 90 dias. Nessa operação, o banco substitui uma dívida mais cara por uma modalidade de crédito com condições mais vantajosas. Não podem participar trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos, aposentados e pensionistas.
Nova edição mira dívidas antigas
O governo também anunciou uma terceira edição do Desenrola. O programa deverá realizar um leilão para alcançar R$ 150 bilhões em dívidas, principalmente de famílias com débitos atrasados entre dois e quatro anos e meio.
A prioridade será para dívidas de cartão de crédito e empréstimo pessoal. A estimativa é alcançar metade das dívidas elegíveis, com limite orçamentário de R$ 15 bilhões. O leilão deve ocorrer em novembro.
A primeira versão do programa atendia pessoas negativadas. A edição seguinte passou a mirar a inadimplência recente. Na nova etapa, o foco são dívidas antigas e já deterioradas.
A compra dos débitos com dinheiro público também será uma mudança. Na edição anterior, o governo intermediava a negociação com os bancos, oferecia garantias do Fundo de Garantia de Operações (FGO) e permitia o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). No primeiro Desenrola, havia uma centralização em sistema próprio.








