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Economia

Dívida das big techs por IA pressiona mercados globais de crédito

Emissões de empresas de tecnologia ampliam a disputa por capital e elevam preocupações sobre custos, concentração e risco de contágio.

Dívida das big techs por IA pressiona mercados globais de crédito
Foto: Reuters

A expansão dos investimentos em inteligência artificial levou as grandes empresas de tecnologia a buscar financiamento em novos mercados, aumentando a disputa por capital e pressionando os custos de emissão de outras companhias e de governos.

A Meta deve recorrer ao mercado europeu de títulos pela primeira vez neste outono para financiar sua expansão em IA. A operação se somaria a uma sequência de captações feitas por empresas como Amazon, Alphabet, Microsoft e Oracle.

Pressão sobre os mercados

O mercado americano de títulos corporativos, de US$ 12 trilhões (R$ 62,6 trilhões), sofreu um choque de oferta com as emissões das chamadas hyperscalers, empresas que operam grandes infraestruturas de computação e data centers. Investidores afirmam que companhias de outros setores passaram a programar suas ofertas para evitar coincidir com as operações das gigantes de tecnologia.

No segundo trimestre, Google, Amazon, Microsoft e Meta elevaram as projeções de investimentos de capital para um total combinado de US$ 745 bilhões (R$ 3,88 trilhões). Segundo o Goldman Sachs, grupos ligados à IA receberam US$ 500 bilhões (R$ 2,61 trilhões) neste ano, enquanto cinco grandes empresas podem emitir mais de US$ 1 trilhão (R$ 5,21 trilhões) em dívida.

As empresas também buscaram mercados alternativos. Em junho, a Amazon emitiu US$ 10 bilhões (R$ 52,2 bilhões) no Canadá, e a Alphabet captou US$ 6 bilhões (R$ 31,3 bilhões) no país. A Alphabet também levantou US$ 3,9 bilhões (R$ 20,3 bilhões) na Austrália e US$ 3,7 bilhões (R$ 19,3 bilhões) em francos suíços.

A dívida das hyperscalers passou a disputar espaço com títulos públicos. O mercado de títulos do Tesouro americano soma US$ 31 trilhões (R$ 161,8 trilhões), e o custo de um empréstimo de dez anos atingiu na semana passada o maior nível desde 2007.

Riscos para o crédito

Funcionários do Banco Central Europeu demonstraram preocupação com o acesso de outras empresas e setores ao financiamento diante do aumento dos empréstimos das grandes companhias de tecnologia. Investidores também alertam para o risco de concentração, já que diferentes classes de ativos podem estar expostas aos mesmos tomadores.

A SoftBank levantou mais de US$ 11 bilhões (R$ 57,4 bilhões) em dívida para financiar um investimento na OpenAI. Empresas mais arriscadas, como a CoreWeave, também recorrem ao crédito de alto risco e permanecem ligadas ao ecossistema de IA.

A avaliação dos riscos depende da expectativa de que o fluxo de caixa operacional das hyperscalers passe de US$ 600 bilhões (R$ 3,13 trilhões) para US$ 2 trilhões (R$ 10,4 trilhões). Caso isso não ocorra, analistas alertam para possível ampliação dos spreads de crédito e redução dos planos de investimento.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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