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Economia

Gráfico de Milei usa déficit nominal para avaliar contas do Brasil

Indicador inclui juros da dívida e todo o setor público; projeção para 2026 aponta resultado negativo de 9,9% do PIB.

Gráfico de Milei usa déficit nominal para avaliar contas do Brasil

O gráfico compartilhado por Javier Milei compara o resultado fiscal nominal do Brasil com o PIB, e não o resultado primário usado oficialmente para medir as contas públicas. O indicador inclui os juros líquidos da dívida, que ficam fora do cálculo primário.

A conta também reúne União, estados, municípios e empresas públicas, com exceção da Petrobras e da Eletrobras. Por isso, o dado mostra não apenas a relação entre receitas e despesas, mas também o impacto do custo da dívida pública, influenciado pelo volume da dívida e pelas taxas de juros.

Evolução apontada no gráfico

Publicado na terça-feira (22), o quadro mostra resultado negativo do Brasil desde 2011. O déficit correspondia a 4% do PIB em 2022 e chegou a 8,1% no ano passado. A projeção apresentada para 2026 é de -9,9% do PIB.

O maior déficit da série aparece em 2020, durante a expansão fiscal mundial provocada pela pandemia de Covid-19. Fora esse ano, os resultados indicados caminhavam para o equilíbrio desde 2016, após o governo Dilma Rousseff.

Os dados são da consultoria Econométrica, com base em números do Tesouro Nacional e do Banco Central.

Crítica e comparação com a Argentina

Milei publicou o gráfico em uma crítica ao governo Lula, horas antes do discurso do presidente brasileiro na Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Os dois presidentes estiveram presentes no evento.

“Os progressistas locais (esquerdistas) querem apresentar essa política fiscal como o modelo a seguir. NÃO, OBRIGADO.”, escreveu o presidente argentino no X. Na mesma publicação, ele também mencionou 2001, ano associado por ele à crise econômica argentina e ao aumento da dívida provocado por déficits fiscais persistentes.

A comparação feita no material também destaca que a Argentina deixou de registrar déficit fiscal nominal desde 2024. O governo de Milei, que assumiu em dezembro de 2023, busca manter superávits primários suficientes para pagar os juros da dívida e ainda obter resultado nominal positivo.

Segundo o Ministério da Economia da Argentina, o resultado fiscal nominal argentino foi de 0,3% do PIB em 2024, enquanto o superávit primário ficou em 1,8%. Em 2025, os indicadores foram de 0,2% e 1,4%, respectivamente.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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