As despesas com juros alcançaram R$ 105,9 bilhões em agosto e contribuíram para o avanço da dívida bruta do governo, que chegou a R$ 11,1 trilhões, equivalente a 82,9% do PIB. O dado foi divulgado pelo Banco Central nesta quarta-feira (30).
A conta de juros ficou acima dos R$ 74,3 bilhões registrados no mesmo mês de 2025. O Banco Central informou que um dos fatores para a diferença foi o resultado das operações de swap cambial: houve ganho de R$ 19,9 bilhões em agosto de 2025 e perda de R$ 9,3 bilhões neste ano.
Com a alta, a Dívida Bruta do Governo Geral, que inclui União, Estados e municípios, atingiu o maior percentual do PIB desde outubro de 2020, quando chegou a 87,7%. Em julho, o indicador estava em R$ 10,9 trilhões, ou 82,5% do PIB.
Resultado das contas públicas
O setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 10 bilhões em agosto, abaixo do resultado negativo de R$ 17,3 bilhões no mesmo mês de 2025. O número reúne as contas do Governo Central, dos governos regionais e das empresas estatais.
O Governo Central teve deficit de R$ 14,7 bilhões. Estados e municípios somaram superavit de R$ 2,7 bilhões, enquanto as empresas estatais registraram resultado positivo de R$ 2 bilhões. Em 12 meses, o deficit primário ficou em R$ 82,1 bilhões, equivalente a 0,62% do PIB.
No acumulado de 12 meses até agosto, os juros nominais somaram R$ 1,1822 trilhão, ou 8,86% do PIB. No mesmo período de 2025, foram R$ 946,5 bilhões, correspondentes a 7,61% do PIB.
O resultado nominal, que combina o deficit primário e os juros nominais, ficou negativo em R$ 115,9 bilhões em agosto. Em 12 meses, alcançou R$ 1,2642 trilhão, equivalente a 9,48% do PIB, alta de 0,12 ponto percentual em relação ao acumulado até julho.









