As receitas ligadas à extração de petróleo e gás natural somaram R$ 93,3 bilhões de janeiro a agosto de 2026, contra R$ 16,3 bilhões em 2025. O avanço real foi de 471,35%, informou a Receita Federal.
No mesmo período, a arrecadação total da União chegou a R$ 2,11 trilhões, com alta real de 7,12% em relação ao ano anterior. Desse montante, R$ 2,02 trilhões vieram de receitas administradas pela Receita Federal, crescimento de 7,10%, e R$ 93 bilhões foram recolhidos por outros órgãos, alta de 7,44%.
Resultado de agosto
A arrecadação federal foi de R$ 235,6 bilhões em agosto de 2026, o maior valor para o mês. Na comparação com agosto de 2025, houve crescimento real de 8,25%, considerando a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).
O resultado, porém, ficou abaixo do registrado em julho de 2026, quando a arrecadação somou R$ 289,3 bilhões. A queda foi de 18,59% em termos nominais e de 18,33% quando considerada a inflação. A Receita afirmou que comparações entre meses podem sofrer influência de fatores sazonais e do calendário de recolhimento dos tributos.
Entre os destaques de agosto, o IRPJ (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica) e a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) totalizaram R$ 34,1 bilhões, alta real de 13,09% ante 2025. O IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) sobre rendimentos de capital arrecadou R$ 12,7 bilhões, avanço de 33,21%.
O Imposto de Importação e o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) vinculado à importação somaram R$ 11,8 bilhões, crescimento real de 22,66%. O desempenho foi acompanhado por uma alta de 8,48% no valor em dólar das importações. Já o IPI sobre itens não vinculados à importação arrecadou R$ 5,8 bilhões, avanço real de 32,42%.
Tributos no acumulado
A contribuição previdenciária arrecadou R$ 507,2 bilhões até agosto, alta real de 5,03%. O PIS/Cofins somou R$ 412,8 bilhões, crescimento real de 4,52%.
A Receita registrou ainda cerca de R$ 11 bilhões em pagamentos atípicos de IRPJ e CSLL e R$ 9,9 bilhões em receitas do Imposto de Exportação sobre combustíveis. Excluídos os principais efeitos extraordinários e legais, a arrecadação administrada pela Receita avançou 6% em termos reais.
O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) alcançou R$ 67,2 bilhões de janeiro a agosto, alta real de 24,11%.








