O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) acusou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) de terem recebido dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro. As declarações foram dadas durante entrevista ao programa Domingo Espetacular, da Record.
Renan afirmou que conversas vazadas mostram a proximidade de Vorcaro com representantes da Corte, entre eles o ministro Alexandre de Moraes. Ele relacionou o caso ao julgamento marcado para terça-feira, 15, e defendeu que ministros envolvidos em suspeitas de corrupção sejam afastados.
“O que eu espero, como cidadão, é que todo mundo descubra a grande roubalheira que aconteceu”, declarou. Em seguida, disse que o banqueiro teria comprado ministros do STF e Flávio Bolsonaro, além de acusar o senador e a família dele de receberem “dinheiro sujo” do ex-controlador do Banco Master.
Críticas a Toffoli
O candidato também acusou o ministro José Dias Toffoli de perseguição. Segundo Renan, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por meio de Toffoli, suspendeu temporariamente sua campanha digital e os repasses do fundo eleitoral em agosto.
“Eu fui alvo de uma perseguição pelo Dias Toffoli. Ele tentou caçar minha candidatura”, afirmou.
Na entrevista, Renan disse que, se for eleito, combaterá os chamados supersalários do Judiciário. Também prometeu impedir que o STF altere decisões do Congresso e proibir vínculos entre ministros e escritórios de advocacia privados.
O caso ocorre em meio a um embate entre ministros antes do julgamento que pode autorizar uma investigação sobre a conduta de Alexandre de Moraes. O ministro Cristiano Zanin deu prazo até 23h deste domingo para a Polícia Federal entregar uma cópia do celular de Vorcaro, aparelho que já foi periciado. Gilmar Mendes também ordenou o envio à PF do conteúdo do telefone.









