Investidores aplicaram R$ 15 bilhões no Tesouro Direto em agosto, o maior volume mensal da série histórica. O Tesouro Nacional divulgou os dados nesta 6ª feira (25.set.2026). Foram realizadas 1,32 milhão de operações, com valor médio de R$ 11.366,43 por transação.
Os títulos vinculados à Selic lideraram as vendas, com R$ 7 bilhões, equivalentes a 46,9% do total. O Tesouro Selic respondeu por 35,8%, com R$ 5,37 bilhões, enquanto o Tesouro Reserva representou 11,1%, com R$ 1,67 bilhão.
Aplicações de até R$ 1.000 corresponderam a 55,7% das operações. Os títulos ligados à inflação movimentaram R$ 5,5 bilhões, ou 36,3% das vendas. Esse grupo inclui Tesouro IPCA+, Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais, Tesouro RendA+ e Tesouro Educa+. Já os títulos prefixados somaram R$ 2,5 bilhões, equivalentes a 16,7%.
Por prazo de vencimento, 45,2% das aplicações foram destinadas a títulos com vencimento entre 1 e 5 anos. Os papéis com prazo entre 5 e 10 anos representaram 43,2%, e os com vencimento superior a 10 anos, 11,7%.
Resgates e estoque
Resgates e vencimentos totalizaram R$ 17,22 bilhões em agosto. O Tesouro Direto encerrou o mês com emissão líquida negativa de R$ 2,21 bilhões, principalmente por causa do vencimento de títulos do Tesouro IPCA+ 2026: R$ 11,3 bilhões no papel sem juros semestrais e R$ 1,5 bilhão no título com juros semestrais.
O estoque terminou agosto em R$ 272 bilhões, ante R$ 272,3 bilhões em julho. Em relação a agosto de 2025, houve alta de 43%. Os títulos atrelados à inflação representavam 47,1% do estoque, com R$ 128 bilhões; os vinculados à Selic, 39,3%, com R$ 106,9 bilhões; e os prefixados, 13,6%, com R$ 37,1 bilhões.
A taxa Selic estava em 13,75% ao ano após o 5º corte consecutivo do Banco Central, realizado em 16 de setembro. O número de investidores ativos chegou a 3,83 milhões, alta de 23.962 pessoas no mês e de 21,7% em 12 meses. O total de cadastrados alcançou 36,44 milhões, crescimento de 9,6% em um ano.








