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Acervo revela a produção instrumental e internacional de Vadico

Box do Selo Sesc reúne gravações, partituras e registros que ampliam o retrato do compositor além da parceria com Noel Rosa.

Acervo revela a produção instrumental e internacional de Vadico

A trajetória internacional e a produção instrumental de Vadico estão entre os aspectos revelados por um projeto coordenado pelo músico e pesquisador Franco Galvão. O trabalho resultou em um box do selo Sesc com três CDs, 37 novas gravações, um livreto bilíngue ilustrado de 136 páginas e um minidocumentário de 18 minutos.

A pesquisa levou seis anos e recuperou 547 páginas de partituras inéditas, 47 fonogramas e 66 composições. Participaram das gravações 170 músicos da geração atual. A seleção valoriza o compositor, pianista, arranjador e diretor musical conhecido sobretudo pelas obras feitas com Noel Rosa na década de 1930.

Pesquisa e acervo

O projeto também reúne o site vadicogogliano.com, com a discografia completa de Vadico, uma linha do tempo e acesso às gravações históricas de suas composições lançadas desde 1929. A página ainda lista seus trabalhos como pianista e arranjador.

Oswaldo “Vadico” Gogliano nasceu em 1910 em São Paulo e morreu em 1962 no Rio de Janeiro. Viveu em Nova York e Los Angeles de 1939 a 1953. Nesse período, integrou o Bando da Lua, de Carmen Miranda, participou de seis filmes com a cantora pela 20th Century Fox e também esteve em “Alô Amigos” (1943) e “Você Já Foi à Bahia” (1944), da Walt Disney Pictures.

Vadico foi diretor musical da bailarina, coreógrafa e pesquisadora Katherine Dunham entre 1949 e 1952. O acervo preservado pela Southern Illinois University Carbondale, que reúne o legado de Dunham, foi consultado por Galvão durante a pesquisa.

Três frentes musicais

Os CDs foram organizados em três eixos: a produção para grupos maiores, o trabalho ao piano em formações pequenas e as canções. Os dois primeiros volumes são dedicados principalmente à música instrumental.

Entre os destaques está “Prelúdio, Adágio e Fuga”, de 1952. A “Fuga” recebeu tratamento camerístico e foi gravada por Luiz Amato e César Miranda, nos violinos; Emerson de Biagi, na viola; e Adriana Holtz, no cello. “Prelúdio” e “Adágio” têm a participação da Ocam, Orquestra de Câmara da Escola de Comunicação e Artes da USP, sob direção de André Bachur.

Também aparecem “Mambo” e “Saxologia”, de 1949, além de três choros de 1953. “Dry Copacabana”, neomaxixe de 1958, foi gravada pela Ocam com arranjo e piano de Débora Gurgel. O repertório inclui ainda “Choro em Fá Menor”, “Julgamento” e “Natália”, esta registrada originalmente por Vadico ao piano em 1935.

O terceiro CD reúne três canções anteriores à temporada nos Estados Unidos e 11 compostas depois do retorno ao Brasil. Nenhuma parceria com Noel Rosa foi regravada. Entre as faixas estão “Deixei de Ser Otário”, de 1929, “Minha Vida Melhorou”, de 1931, “Saudade Intrusa”, “A Verdade Dói” e “Filho de Bacana”, de 1959.

Uma das primeiras composições de Vadico com letra de Vinicius de Moraes, “Sempre a esperar”, foi lançada por Elizeth Cardoso em 1963, um ano após a morte do compositor. O arranjo era de Moacir Santos, com Baden Powell ao violão.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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