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João Bosco revisita influências e encontros que moldaram sua música aos 80 anos

Novo álbum reúne parceiros escolhidos pelo cantor e retoma obras ligadas a Aldir Blanc, Clementina de Jesus e outras referências.

João Bosco revisita influências e encontros que moldaram sua música aos 80 anos
Foto: Isabella Moriconi/Folhapress

João Bosco relaciona sua trajetória musical a encontros, influências e estímulos que ajudaram a transformar sua maneira de compor e cantar. Aos 80 anos, ele celebra esse percurso com o disco Amigos Novos e Antigos, lançado no mês passado, e uma turnê que inclui um show em São Paulo nesta sexta.

O álbum reúne reinterpretações de músicas do próprio Bosco com convidados como Chico Buarque, Ivete Sangalo, Zeca Pagodinho e Martinho da Vila. Cada parceiro escolheu o que queria cantar, e as gravações foram feitas ao vivo, com pouco ensaio.

Parcerias e composição

A faixa que dá nome ao disco foi lançada há 45 anos. Aldir Blanc escreveu a letra depois de ser provocado por Bosco a criar algo inspirado em “Sun King”, dos Beatles. A composição reúne frases desconexas em diferentes idiomas. Para Bosco, o agrupamento representa a união entre os povos.

A parceria com Blanc também aparece em “Siri Recheado e o Cacete”, gravada por Zeca Pagodinho, e em “Linha de Passe”. Bosco chama esse tipo de composição, que não retorna ao refrão, de “samba de carretel”.

O cantor afirma que a música depende da coletividade e avaliou que faltou entrosamento à seleção brasileira na última Copa do Mundo. Ele também recorda parcerias com Vinicius de Moraes e Waly Salomão.

Referências mineiras e musicais

Nascido em Ponte Nova, em Minas Gerais, Bosco ouviu “Pedreiro Waldemar”, de Wilson Batista, em um programa de calouros. Na infância, também acompanhava as congadas feitas por trabalhadores negros dos canaviais da região. Mais tarde, em Ouro Preto, conheceu discos como “Time Out”, de Dave Brubeck, “Você Ainda Não Ouviu Nada”, de Sérgio Mendes, e “Coisas”, de Moacir Santos.

O encontro com Clementina de Jesus, em 1977, aprofundou a presença das influências africanas em sua obra. Os dois conviveram no projeto Seis e Meia, no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro. Depois disso, Bosco passou a explorar com mais intensidade a voz como instrumento, em músicas como “Boca de Sapo”, “Gagabirô” e “Cabeça de Nego”.

“Odilê, Odilá” foi regravada com Martinho da Vila no novo disco. Bosco também cita “Horda”, feito com a big band alemã NDR, e a música “O Canto da Terra por um Fio”, lançada há dois anos após uma sugestão de Milton Nascimento.

O músico, que tem diploma de engenheiro e afirma ser autodidata no violão, associa a matemática à polirritmia de suas referências. Para ele, a criação nasce tanto da técnica quanto dos encontros que marcaram sua vida.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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