A estreia do triolim e a participação das vozes femininas da Orquestra Afrosinfônica marcaram a apresentação do BaianaSystem no Palco Sunset do Rock in Rio. O instrumento foi inventado por Dodô, um dos criadores do trio elétrico, e apareceu pela primeira vez em um show do grupo.
A banda também fez sua primeira apresentação solo no festival. Esta foi a terceira passagem do BaianaSystem pelo Rock in Rio, sempre no Palco Sunset. Em 2017, o grupo convidou Titica. Em 2024, abriu o último dia do festival ao lado do Olodum.
O espetáculo, chamado “O Ciclo”, foi dirigido por Russo Passapusso, Filipe Cartaxo e pela atriz Alice Carvalho. Perto do fim, Alice declamou um poema e fez uma breve participação na apresentação.
Música e chuva
O show começou com “Água” (2019), enquanto um temporal caía na Cidade do Rock. A letra da música diz “Chuva miúda não mata ninguém”. Diante da chuva, o vocalista Russo Passapusso afirmou: “Deixa molhar, people, é bênção”.
Na sequência, a banda tocou “Sulamericano”, também lançada em 2019. O repertório passou por referências do sound system jamaicano, da guitarra baiana, da música de orquestra, do samba, do reggae, da cumbia e do rock.
No telão, a expressão “sem anistia” substituiu em alguns momentos a frase “ordem e progresso” na bandeira do Brasil. Passapusso também repetiu “soberania, soberania, soberania”.
Já no fim do show, o grupo apresentou “Balacobaco” (2026), parceria com Anitta. A música foi tocada no DDD 21 e traz versos sobre pandeiro, cavaquinho e samba de prato.
O BaianaSystem foi formado em 2009. O grupo desenvolve o projeto “Nossa Cultura em Primeiro Lugar”, que aproxima a banda de músicos e mestres de diferentes regiões do Brasil. Em 29 de agosto, durante um show em Caruaru, reverenciou a Banda de Pífanos Zé do Estado, do Agreste pernambucano.








