Duas ex-funcionárias de Julio Iglesias divulgaram uma carta aberta para pedir a investigação dos fatos apresentados em uma nova queixa contra o cantor. O documento foi publicado nesta sexta-feira (18), mesma data em que elas solicitaram à Justiça espanhola a apuração de acusações de agressão sexual e trabalho forçado.
As denunciantes afirmam que foram submetidas a supostas situações contínuas de assédio e agressões sexuais, além de condições de trabalho forçadas e degradantes. Os fatos teriam ocorrido em propriedades de Iglesias nas Bahamas e na República Dominicana, em 2021, quando elas trabalhavam para o artista.
Nova solicitação
A iniciativa ocorreu depois que uma primeira denúncia foi arquivada no começo deste mês. Na ocasião, a Justiça espanhola considerou que não tinha competência para julgar os fatos atribuídos aos dois países do Caribe.
Em janeiro, um tribunal de Madri especializado em casos complexos e crimes cometidos por espanhóis no exterior havia informado que o arquivamento não impedia a apresentação de novas queixas a jurisdições diferentes.
A organização que representa as mulheres afirma que os tribunais espanhóis têm competência por causa de uma lei que permite investigar e processar crimes cometidos fora da Espanha quando há vínculos relevantes com o país.
Na carta, as duas mulheres se descrevem como “duas mulheres latino-americanas fortes, com sonhos, coragem e a esperança de encontrar justiça com dignidade”. Elas também afirmam: “Não estamos pedindo nada excepcional nem um favor”.
Iglesias classificou as acusações como absolutamente falsas e negou ter abusado, coagido ou desrespeitado qualquer mulher.
Nascido em 1943, o cantor ficou especialmente conhecido na Espanha e na América Latina. Durante a carreira, vendeu mais de 300 milhões de discos e lançou músicas como “Soy un truhán, soy un señor”, “Gwendolyne” e “Me olvidé de vivir”.








