Terça-feira, 8 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,13 · Euro R$ 5,95 · Ibovespa 185.147 +0,00% Brasília 18°C 18° / 26°
Entretenimento

Caso no Rock in Rio envolve acusações de homofobia e racismo

João Victor Gonçalves e o streamer GH Rell RJ trocaram acusações após uma abordagem transmitida ao vivo no entorno do festival.

Caso no Rock in Rio envolve acusações de homofobia e racismo
Foto: Reprodução/Kick

O ator João Victor Gonçalves acusou o streamer GH Rell RJ de homofobia após uma abordagem transmitida ao vivo no entorno da Cidade do Rock. Horas depois, GH negou a acusação e disse que o ator havia sido racista ao afirmar que teve medo de ser roubado.

O episódio ocorreu na noite de sexta-feira (4). GH estava com amigos quando o grupo encontrou João Victor. Durante a transmissão pela plataforma Kick, os participantes fizeram comentários sobre a aparência e a roupa do ator e o seguiram por alguns segundos, entre risadas.

Após a circulação das imagens nas redes sociais, João Victor publicou um vídeo em que classificou o episódio como homofobia e afirmou que os envolvidos não ficariam impunes. O ator também relacionou o caso a Mau Mau, personagem que interpreta na novela “Quem Ama Cuida”.

Na primeira manifestação, GH afirmou que costuma fazer transmissões com abordagens e situações inusitadas nas ruas. Disse que o trecho havia sido retirado do contexto, pediu desculpas caso tivesse errado e reconheceu que a abordagem não foi apropriada.

Mais tarde, o streamer negou ter feito referência à orientação sexual de João Victor e manteve as críticas à roupa usada pelo ator. GH também questionou a declaração de que João Victor teve medo de ser roubado e afirmou que, na avaliação dele, a fala tinha caráter racista. O streamer voltou a pedir desculpas por ter gravado o ator, mas disse que não mudaria sua opinião sobre a calça.

Reações e investigação

Os advogados Gustavo Polido e Andressa Knapp, que representam João Victor, rejeitaram a acusação de racismo. Em nota, afirmaram que o receio de ser assaltado foi uma reação de autoproteção diante da abordagem e que não havia relação entre a declaração e a raça dos envolvidos. Também classificaram como discriminatório o deboche motivado pela roupa do ator e exibido em uma transmissão ao vivo.

A defesa de Jean Almeida Hilário afirmou que ele reconhece que o tom usado na transmissão foi inadequado, está arrependido e reiterou o pedido de desculpas. Os advogados negaram homofobia e disseram que os comentários se referiam exclusivamente à roupa de João Victor. A nota não repetiu a acusação de racismo feita pelo streamer.

A Polícia Civil do Rio informou que a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância abriu investigação, mesmo sem registro de queixa pelo ator. O Ministério Público recebeu uma denúncia anônima, que será analisada por um procurador de Justiça.

O Rock in Rio declarou repudiar violência, assédio, discriminação e preconceito. A organização afirmou que o episódio ocorreu fora do perímetro de segurança coberto pelo festival e mencionou ações de conscientização, prevenção e acolhimento dentro da Cidade do Rock.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5