SÃO PAULO — A abertura da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo teve dois momentos de apoio a Lula entre os convidados reunidos na Sala São Paulo. As manifestações ocorreram depois dos discursos do apresentador Serginho Groisman e da secretária do Audiovisual, Joelma Gonzaga.
Groisman relembrou a primeira edição do evento, realizada em 1977, e mencionou o período da ditadura militar no Brasil. “Era um tempo muito difícil, que eu espero que não volte”, afirmou. Após a fala, ele recebeu aplausos, e o público cantou o nome do presidente durante alguns segundos.
Mais tarde, os presentes voltaram a gritar em apoio a Lula depois do discurso de Joelma Gonzaga. Ao falar sobre o evento cultural, ela citou o crítico de cinema Paulo Emílio Sales Gomes e relacionou a continuidade do cinema brasileiro à existência da democracia.
Joelma também afirmou que faltavam 12 dias para uma decisão sobre a possibilidade de avanço de um projeto que ela atribuiu a Flávio Bolsonaro. “Nós só temos um caminho. Nós só temos o presidente Lula”, disse a secretária, que convocou os apoiadores a voltar às ruas e às redes.
O público era formado, em grande parte, por integrantes do setor audiovisual. Lula disputará com Flávio Bolsonaro o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.
A Mostra completa 50 anos e segue até o dia 29. Durante duas semanas, o evento exibe, nos cinemas de São Paulo, filmes premiados em festivais como Cannes, Veneza e Berlim, além de produções da safra anual com menor visibilidade para o público brasileiro.








