SÃO PAULO — A Rádio Eldorado voltará a operar em 7 de outubro, na frequência FM 107.9. A informação foi confirmada por Erick Bretas, CEO da S/A O Estado de S.Paulo, empresa que reúne o jornal e a rádio.
Criada em 1958 pela família Mesquita, a emissora havia saído do ar em maio. A frequência 107.3, que era alugada pela Eldorado, foi retomada pela fundação Gamaro, antiga Brasil 2000, e passou a ser usada pelo grupo Bandeirantes.
A interrupção levou ouvintes a organizar mobilizações. Cerca de 400 pessoas protestaram em frente ao Masp, na avenida Paulista, no início de maio. Depois, houve um novo ato na Casa de Francisca, no centro de São Paulo. Um abaixo-assinado pela manutenção da rádio reuniu mais de 11 mil assinaturas.
“Não é só uma rádio que vai voltar, é uma marca importante para a cidade de São Paulo, feita com profissionalismo e afeto”, afirmou Bretas.
Nova programação
A Eldorado ocupará um dial comercial, em parceria com a seguradora Porto. O acordo terá duração de três anos, com possibilidade de renovação, e o valor não foi divulgado. A emissora alugará a frequência da rádio Tropical, que está encerrando as operações.
Cerca de 90% da programação será mantida. Entre os programas que voltarão estão Jornal Eldorado, Som a Pino, Fim de Tarde, Trip FM, Música Falada e Chocolate Quente. Também haverá novas temporadas de Clube do Livro, com Roberta Martinelli, e Minha Canção, com Sarah Oliveira.
A Voz do Brasil será transmitida às 21h. Com isso, o horário das 19h receberá um novo programa de uma hora apresentado por Juliana Wallauer, conhecida pelo podcast Mamilos. O conteúdo abordará temas como comportamento e não terá músicas.
O programa ainda não tem nome e, assim como o Jornal Eldorado, será transmitido pelo YouTube. Emanuel Bomfim, diretor artístico da rádio, disse que a emissora voltará “mais digital e audiovisual”.
A programação também terá o retorno do bike repórter, função lançada nos anos 2000 por Renata Falzoni. O profissional que assumirá o posto ainda não foi escolhido. Já A Hora da Vitrola deixará de ser exibido por decisão da direção.
Bomfim afirmou que não houve fechamento de vagas. A equipe, que tinha 52 profissionais, passará a contar com 60.
Acervo
O destino da coleção de vinis e CDs da Eldorado ainda está em estudo. Entre as possibilidades estão a venda ou a doação do material. Bretas afirmou que o acervo não é necessário para a operação, porque as músicas estão disponíveis em formato digital.








