RIO DE JANEIRO — O Festival do Rio encerrou a 28ª edição com A Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias, como melhor longa-metragem nacional de ficção. Elza, de Eryk Rocha, venceu na categoria de documentário. Santo, de Maria Luísa Alves, foi eleito o melhor curta-metragem pelo júri oficial.
Ambientado no Recife, A Margem do Rio também recebeu o Prêmio Felix e troféus de fotografia, som e atriz coadjuvante. A premiação foi dividida entre Renna Costa, Artia e Ísis Broken. O filme acompanha um rapaz que busca encontros nos manguezais da cidade e conhece Jeremias, um pescador misterioso.
Elza usa a voz da cantora Elza Soares, morta há quatro anos, combinada a imagens de arquivo para narrar sua trajetória. Já Santo retrata o relacionamento entre dois entregadores, interpretados por João Pedro Mariano e Pedro Tófani.
Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins, venceu direção de ficção, roteiro e melhor longa pelo voto popular. A Professora de Francês recebeu os prêmios de atriz, para Grace Passô, empatada com Isabel Teixeira, de Diário do Fogo, ator coadjuvante, para Pedro Goifman, e trilha sonora.
London, de Victor Di Marco e Márcio Picoli, ganhou os troféus de melhor ator, para Di Marco, figurino e o prêmio da Fipresci, a Federação Internacional de Críticos de Cinema. Cão Sem Plumas venceu direção de documentário, e Funk recebeu o prêmio de direção de arte.
A animação O Filho da Puta recebeu um prêmio especial do júri. A Extraordinária Vida de Vera Valdez e Ela Foi Ali Guardar o Coração na Geladeira dividiram o troféu de montagem.
Prêmio Felix e Novos Rumos
Club Kid, de Jordan Firstman, encerrou a programação oficial. O filme acompanha um homem gay que vive nas pistas de dança de Nova York e precisa reorganizar a rotina depois de descobrir que tem um filho de dez anos. A produção teve estreia latino-americana no festival.
No Prêmio Felix, Em Segredo venceu como melhor filme internacional; Pai e Pai, como documentário; Morfeu e Caronte recebeu um prêmio especial; e Elefantes na Névoa ganhou menção honrosa.
Na mostra Novos Rumos, Não Estamos Sonhando foi eleito melhor longa, e Ondas de Silêncio venceu como melhor curta. Talismã recebeu o prêmio de direção. O Deserto de Luiza venceu como melhor longa pelo voto popular e também rendeu o prêmio de atriz a Nina Prado. Pedro Leão, de Não Estamos Sonhando, foi eleito melhor ator.








